Cidades
Nova adutora do Semae reforça abastecimento e segurança hídrica em Rio Preto
Obra do Semae terá 5,5 quilômetros de extensão, investimento de cerca de R$ 10 milhões e deve aumentar a capacidade de distribuição de água no município
O prefeito de São José do Rio Preto, coronel Fábio Cândido, e o superintendente do Serviço Municipal Autônomo de Água e Esgoto (Semae), coronel Rodrigo Renato Carmona, receberam a imprensa e convidados, nesta sexta-feira (14/8), para uma visita técnica às obras da nova adutora que vai reforçar o abastecimento de água nas regiões Sul e Sudeste da cidade. Também participou da apresentação o diretor de Planejamento e Obras do Semae, Eduardo Yamanaka.
A obra é executada na Avenida Mitue Furyama Simei, no bairro Giardino, e faz parte de um conjunto de investimentos voltados à ampliação da segurança hídrica do município. A nova adutora fará a interligação dos sistemas produtores Maria Júlia e Alto Alegre, aumentando a capacidade de produção e distribuição de água.
Durante a visita, o prefeito destacou a importância da obra para garantir eficiência no sistema de abastecimento e economia aos cofres públicos.
“Isso também é cidade inteligente, fazer uma gestão monitorada. Isso evita que falte esse tipo de água para o nosso município, além disso, o investimento muito mais inteligente, onde houve uma economia de 25% nessa obra. Uma obra que vai custar em torno de 10 milhões de reais, que ultrapassaria os 12 milhões. Estamos fazendo mais e gastando menos, esse é o nosso objetivo em todas as áreas de governo. O rio-pretense tem cada vez mais garantido a manutenção do sistema. Ou seja, que ele abra a torneira e literalmente tem água. Isso parece simples, mas nós temos muitas cidades do mesmo porte de Rio Preto onde falta água”, ressaltou Fábio Cândido.
A construção da adutora integra o planejamento previsto no Plano Anual de Contratações (PCA 2025) e está diretamente ligada à entrada em operação do Poço Tubular Profundo PTG 11, cuja perfuração foi concluída em abril de 2024. O novo centro produtor contará com reservatório com capacidade para 2 mil metros cúbicos, sistemas de tratamento, estação elevatória, subestação elétrica e estrutura de monitoramento, com previsão de conclusão no fim de 2026.
Segundo o diretor de Planejamento e Obras do Semae, Eduardo Yamanaka, o empreendimento permitirá maior aproveitamento da água produzida e dará mais segurança ao abastecimento da população.
“São 300 mil litros de água produzidos neste poço, que vai garantir o abastecimento e o reforço hídrico de toda a região. Em parelho a essa obra, o semae também faz obras de setorização, que são obras onde a gente consegue pegar uma água canalizada em uma região da cidade e distribuir para outras regiões. Então, o aproveitamento é muito grande. O semae pensa em tudo isso quando a gente vai ter um poço com produção de água muito grande, como será nesse caso. Essa água que sai do poço profundo vai ser tratada e armazenada, já é própria para o consumo. A grande vertende da obra é a segurança hídrica. O morador não vai ficar sem água em situações de seca”, explicou.
A adutora terá aproximadamente 5,5 quilômetros de extensão e diâmetro de 350 milímetros. O projeto passou por um redimensionamento técnico que reduziu em cerca de 25% o custo inicialmente estimado, sem comprometer a eficiência operacional. O investimento previsto é de aproximadamente R$ 10 milhões.
Com a interligação dos sistemas produtores, o Semae ampliará a flexibilidade operacional da rede de abastecimento. A nova estrutura terá vazão prevista de 400 metros cúbicos por hora, permitindo a realização de manobras hidráulicas para redistribuir a água conforme a necessidade de diferentes regiões da cidade.
Outro benefício será a possibilidade de avançar na recuperação dos poços dos aquíferos Bauru e Guarani, contribuindo para uma gestão mais sustentável dos recursos hídricos subterrâneos.
Atualmente, o sistema de abastecimento de Rio Preto trata e distribui cerca de 120 milhões de litros de água por dia. Com a nova adutora, o município amplia a segurança hídrica, melhora a eficiência operacional e fortalece a capacidade de atendimento diante do crescimento urbano.
A obra está sendo executada por meio de processo licitatório dividido entre a aquisição dos materiais e a execução dos serviços, estratégia adotada para gerar maior competitividade nas contratações e economia aos cofres públicos.
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