Cidades
Polícia Civil prende dupla por fraude com ouro de R$ 3 milhões em Rio Preto
Dono de fábrica de jóias teria simulado roubo de barras de ouro para aplicar fraude, mas esquema foi descoberto pela Polícia Civil
Uma investigação da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) do Deinter-5 terminou com a prisão em flagrante de dois homens suspeitos de simular o roubo de nove barras de ouro para aplicar um golpe relacionado a seguro, nesta quarta-feira (22/7), em Rio Preto. A ocorrência foi esclarecida por equipes da Delegacia Seccional, da DIG e da Polícia Científica.
O caso começou quando um homem procurou a Central de Flagrantes para registrar o suposto roubo das barras de ouro. No entanto, durante o atendimento, policiais civis identificaram contradições no relato e decidiram aprofundar as investigações.
As diligências apontaram que o crime informado nunca aconteceu. Durante a apuração, os investigadores localizaram o celular do comunicante e as nove barras de ouro escondidas em um imóvel ligado aos envolvidos, no Parque Residencial Combuí. Segundo apuração do Gazeta de Rio Preto, com o avanço da investigação, foi identificado que o homem que havia se apresentado como vítima tem 39 anos e é proprietário de uma fábrica de joias (fábrica intermediária, processadora de ouro e outros metais, que recebe material de garimpos e o prepara para repassá-lo a fabricantes de joias). Ele confessou participação no esquema e indicou o envolvimento de um segundo suspeito, seu funcionário, de 36 anos. Diante das provas reunidas, os dois foram presos em flagrante.
Segundo o delegado Wander Solgon, responsável pela investigação da DIG, o material apreendido pesa aproximadamente sete quilos e ainda será submetido à perícia para determinar o grau de pureza do ouro.
“Sete quilos, aproximadamente. O valor depende de uma avaliação específica porque esse material, sua pureza, precisa passar por uma avaliação. Mas, inicialmente, podemos estimar cerca de R$ 3 milhões”, afirmou o delegado à Gazeta de Rio Preto.
A ocorrência foi apresentada pelo delegado Wander Solgon na Central de Flagrantes. O delegado Alceu Lima de Oliveira Júnior ratificou as prisões em flagrante pelos crimes de estelionato e falsa comunicação de crime. Por se tratar de prisão em flagrante, não foi arbitrada fiança.
Durante a operação, equipes da Polícia Científica realizaram perícias, documentação técnica da ocorrência e coleta de vestígios, reforçando o conjunto de provas obtidas durante a investigação.
Os dois suspeitos permaneceram presos e serão apresentados em audiência de custódia nesta quinta-feira (23), permanecendo à disposição da Justiça.
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