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Polícia faz reconstituição de crime que resultou na morte de advogado em Rio Preto

Celso Wanzo morreu no último sábado (12) após uma briga com o síndico do condomínio onde morava

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Foi realizada na manhã desta quarta-feira (16), a reconstituição do crime que resultou na morte do advogado Celso Wanzo, de 58 anos, no último sábado, 12 de fevereiro.

Segundo o delegado João Lafayete Sanches, o réu (Emerson Ricardo Fiamenghi) continua mantendo a mesma versão de que na hora foi uma legítima defesa. “[Ele] não poderia saber onde as coisas poderiam chegar. Ele acabou agredindo porque achou que seria agredido. Essa versão nós (polícia) precisamos corroborar com outras provas e vamos ouvir as versões das testemunhas”.

O delegado informou ainda que ao todo foram quatro testemunhas ouvidas, sendo a esposa da vítima, a testemunha que estava junto, o porteiro e um outro morador, além do próprio réu.

O advogado da família de Celzon Wanzo, Mário Guioto Filho, disse que Emerson não teria falado a verdade durante a reconstituição. “Houve mentira por parte do réu quando disse que o doutor Celso deu um soco. Ele não deu. O doutor Celso chegou e já levou um soco. Nós entendemos que houve um homicídio qualificado. Na nossa opinião ele chamou o doutor Celso que desceu e foi agredido com um soco potentíssimo que o levou à morte quase que de forma instantânea. Uma truculência totalmente desnecessária, um absurdo”, disse o advogado.

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Quando questionado sobre o sumiço das imagens do circuito de segurança do condomínio, Mário Guioto Filho afirmou que já peticionou ontem (15) uma perícia no equipamento. “Até no dia estava funcionando, mas quando as imagens foram solicitadas, já juntaram uma declaração de uma firma que estava quebrado. Tudo isso é suspeito. Eu entendo que é uma obstrução da justiça e um acobertamento de provas”.

O delegado disse em relação ao pagamento de fiança no dia do crime que “no momento em que foi preso em flagrante ainda não se tinha notícia da morte da vítima. Naquele momento o delegado de polícia entendeu que caberia fiança, mas com a morte da vítima mudou a tipificação legal. Houve a prisão preventiva e ele está à disposição da justiça”.

Sobre a morte de Celso Wanzo, o delegado afirma que o que levou a morte foi o trauma. “O trauma que recebeu do soco e da hora que ele bateu a cabeça. Com o laudo pericial isso vai poder transparecer todas as lesões e qual delas foi a principal para causar a morte. Ele alega que foi um soco só. Vamos observar se houve mais agressões ou não”.

A autoridade policial relata ainda que a intenção já era a briga. “Já existia animosidade anterior entre eles. Quando ele percebeu que ele [Celso] estava descendo, veio para o outro lado, tirou a camisa e ficou pronto para a briga. Ele [Emerson] disse que a vítima fez menção de agredi-lo e por isso a agrediu primeiro. Mas esta é a versão dele. Estamos analisando lesão corporal dolosa grave seguida de morte. E tem uma outra tese de que esse soco ele deveria supor que poderia levar a pessoa à morte. Seria um risco que ele estaria aceitando, pode ser que não desejasse a morte, mas ele assumiu”, disse o delegado João Lafayete.

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“O futebol apenas potencializou os problemas que eles já tinham no condomínio”, afirma o delegado.

Um outro advogado da família de Celso, Alex Scheid, disse que ele não mostrou arrependimento. “Só frieza. Se ele não tivesse intenção de agredir o Celso, ele teria ficado lá dentro. Ele entrou, guardou o carro e ficou aqui fora. Inclusive estava sem camisa. Depois que agrediu o Celso ele fez dois ou três telefonemas, colocou a camisa e agora está dando uma de arrependido”.

O advogado de Emerson Ricardo Fiamenghi não tinha autorização para falar com a imprensa no momento da reconstituição, mas disse que enviaria uma nota com o posicionamento da defesa do réu. Assim que a nota for enviada à Gazeta de Rio Preto, será publicada.

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