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Polícias Federal e Civil se unem no combate à pedofilia

Criminosos são procurados em quatro estados. Em São José do Rio Preto também houve cumprimento de mandados

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Na manhã de hoje (25), a Polícia Federal e Polícia Civil de São Paulo – no âmbito da Força Tarefa Especial de combate ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes – deflagraram a Operação Black Dolphin.

Estão sendo cumpridos 219 mandados de busca e apreensão em quatro estados da federação: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Em São José do Rio Preto também foi cumprido um mandado de prisão. Um técnico em informática foi preso na casa dele. No momento em que os policiais chegaram ele estava com o filho de cinco anos, que foi antregue aos avós. Foram apreendidos na residência do técnico, pen drives, máquinas fotográficas e computadores. A polícia diz que ele seria o chefe da organização criminosa. Ele vai ser autuado por armazenagem de material pornográfico infantil. A pena, nete crime pode chegar a até quatro anos de prisão, disse o delegado Alexandre Arid, responsável pela operação em Rio Preto. O técnico pagou fiança no valor de R$ 5 mil e vai responder em liberdade. 

Um outro homem, de 66 anos, de Bálsamo, também foi detido e levado para a delegacia em Rio Preto. Ele ainda é alvo do flagrante. 

O delegado disse ainda que investiga o compartilhamento de material. O técnico em informática teria compartilhado conteúdo em uma rede da deepweb, porém assim que compartilhou teria deixado a rede. Se comprovado o compartilhamento, o crime não cabe fiança e a pena pode chegar a até seis anos de detenção.

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Ainda será investigado se ele produzia material. Neste caso, se comprovado, o crime também é inafiançável, e a pena pode chegar a oito anos de prisão.

Um outro mandado de prisão será cumprido numa cidade do Rio Grande do Sul.

O objetivo da ação é localizar arquivos digitais compartilhados na Deepweb – também conhecida como “internet invisível” -, e palco de atividades ilegais, onde os criminosos se valem do anonimato para exibir, acessar e compartilhar imagens de abuso sexual infantil de forma a evitar a ação policial.

O nome da operação, Black Dolphin, foi escolhido em razão dos investigados afirmarem que as leis brasileiras são ridículas e que não haveria prisão, no Brasil, capaz de segurá-los; e que em razão de suas habilidades, somente a Colônia 6 Russa, conhecida como Black Dolphin, seria capaz de detê-los. Essa prisão, localizada na fronteira com o Cazaquistão, é conhecida por abrigar presos condenados à prisão perpétua e pelo rigor no tratamento dos detentos.

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Matéria atualizada às 15h26.

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