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Queda no preço do azeite e da carne alivia bolso do consumidor

Levantamento da APAS/Fipe aponta redução nos preços de produtos importantes da cesta de compras

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Os consumidores paulistas começaram a sentir um alívio no preço de alimentos que pesam no orçamento doméstico. Levantamento do Índice de Preços dos Supermercados (IPS), elaborado pela Associação Paulista de Supermercados (APAS) em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), mostra que produtos como azeite de oliva, café, carnes bovinas, frutas, óleos e açúcar registraram queda nos preços nos últimos meses, refletindo um cenário de maior oferta tanto no mercado interno quanto internacional.

O destaque ficou para o azeite de oliva, que acumula queda de 17,10% nos últimos 12 meses, após um período de forte alta provocado por problemas climáticos e redução da produção nos principais países exportadores, especialmente Espanha e Portugal. Com a recuperação das safras europeias e a normalização da oferta mundial, o produto voltou a apresentar preços mais competitivos nas gôndolas dos supermercados.

Outro item que vem dando trégua ao consumidor é o café. Segundo o levantamento, o produto acumula queda de 11,55% em 2026, impulsionado pelo avanço da colheita da safra brasileira e pela melhora da disponibilidade no mercado internacional. O Brasil é o maior produtor e exportador mundial de café, e o aumento da oferta tem contribuído para reduzir a pressão sobre os preços.

Os óleos de cozinha também registraram redução de 8,20% no acumulado do ano, favorecidos pela safra recorde de soja, enquanto as frutas ficaram 12,70% mais baratas, reflexo da maior oferta de produtos como maçã, maracujá e abacate.

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O grupo de açúcar e adoçantes apresentou queda de 15,41% em 2026, e itens como chocolates em pó e chás também ficaram mais baratos, com retração de 8,60%.

Além dos produtos da despensa, os consumidores começaram a perceber redução em alguns cortes de carne bovina. Em junho, o IPS registrou queda de 1,12% no preço da alcatra, além de reduções na picanha (-0,55%), filé mignon (-0,54%) e coxão duro (-0,49%).

Segundo a APAS, a tendência é que esse movimento continue nos próximos meses. Um dos fatores é que o Brasil atingiu, no início de julho, a cota anual de exportação de carne bovina destinada à China. Com a limitação do volume exportado dentro das condições tarifárias previstas, parte da produção tende a permanecer no mercado interno, aumentando a oferta e reduzindo a pressão sobre os preços ao consumidor.

Para o diretor regional da APAS em São José do Rio Preto, Carlos Eduardo Malaguti, o cenário é resultado da recuperação das cadeias produtivas e beneficia diretamente o orçamento das famílias.

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“Esse movimento amplia as oportunidades de economia para o consumidor, especialmente na composição das compras do dia a dia”, afirma.

Economistas avaliam que a desaceleração dos preços dos alimentos tem contribuído para a redução da inflação no país. Depois de um período marcado por altas expressivas em itens básicos da alimentação, a combinação entre boas safras agrícolas, recuperação da produção internacional e maior equilíbrio entre oferta e demanda começa a refletir nas prateleiras dos supermercados.

Apesar do cenário positivo, especialistas alertam que fatores como condições climáticas, variações cambiais e oscilações do mercado externo continuam influenciando os preços dos alimentos. Ainda assim, a expectativa é de que, mantidas as atuais condições de oferta, produtos importantes da cesta de compras permaneçam em trajetória de estabilidade ou queda ao longo do segundo semestre, favorecendo o poder de compra das famílias.

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