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Réu condenado por receptação no caso Kelly Cadamuro que estava em liberdade volta à cadeia

Policiais da Companhia de Ações Especiais (Caep) cumpriu nesta quarta-feira, dia 28, o mandado de prisão contra um dos três envolvidos no latrocínio da jovem Kelly Cadamuro

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Policiais militares da Companhia de Ações Especiais (Caep) prenderam Daniel Teodoro da Silva no bairro Sinibaldi, em Rio Preto. Ele estava em liberdade desde setembro, quando a justiça de Minas Gerais concedeu alvará de soltura. O rapaz responde pelo crime de receptação por ficado com celular da jovem Kelly Cadamuro, assassinada em novembro do ano passado, depois combinar uma carona por meio de um grupo de mensagens. O crime aconteceu entre Frutal e Itapagipe (MG).

Segundo o tenente Luiz Gustavo Pagoto, responsável pelo Comando da Caep, a PM chegou até Daniel após uma denúncia. “Fomos informados que ele estava trabalhando em uma construção no bairro Sinibaldi. Equipes seguiram até o local indicado e abordamos o Daniel. Em primeiro momento, ele informou nome e dados documentais de seu irmão. Mas diante de fotos que tínhamos acesso e outras informações, ele acabou confessando que era mesmo o Daniel”, afirma.

Após ser detido, o rapaz afirmou que tinha conhecimento do mandato de prisão. “Ele disse que sabia por que era procurado e não esboço qualquer reação. Com ele nada de ilícito foi encontrado. Trouxemos ele para a Central de Flagrantes e foi feito contato com a Polícia Civil de Minas Gerais para confirmar o mandato, o que de fato aconteceu. Agora ele ficará detido à disposição da justiça”, contou o tenente.

Na época do crime do crime, Daniel não teve participação direta na morte de Kelly Cadamuro, mas ele foi preso por receptação ao ser flagrado com o telefone celular da vítima. “Um dia após o crime, abordamos o Daniel em poder do aparelho celular da vítima. Naquela situação, ele foi preso por receptação”, diz.

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O autor do crime, condenado por latrocínio Jonathan Pereira do Prado, foi condenado em setembro deste ano a 42 anos e onze meses de prisão.

Relembre o caso

Na noite do dia 1º de novembro do ano passado, a vendedora Kelly Cristina Camaduro, de 22 anos, seguia para cidade de Itapagipe, onde o namorado dela morava. A jovem, que participava de um grupo de viagens compartilhadas onde usuários dividem as despesas, teria oferecido carona. Um casal teria aceitado, mas desistiu de última hora.

Após a desistência, o suspeito do crime teria solicitado carona. O último contato de Kelly foi, às 19h24, momento em que a jovem estaria em um posto de combustíveis para abastecer o carro antes de seguir viagem.

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Imagens do circuito de segurança de uma praça de pedágios na BR-153, próxima a Fronteira, registrou o VW/Fox seguindo sentido SP-MG às19h53. Na imagem é possível ver que a jovem está dirigindo e o suspeito sentado ao lado dela, no banco do passageiro.

Às 21h, câmeras da mesma praça de pedágio registram novamente o VW/Fox, mas desta vez transitando no sentido oposto, MG-SP, e conduzido por um homem.

Sem conseguir contato com Kelly e estranhando a demora, o namorado da jovem fez contanto com familiares de Rio Preto e desde então as buscas começaram. Na manhã de quinta-feira, dia 2, foi registrado boletim de ocorrência de desaparecimento da vendedora na Central de Flagrantes em Rio Preto. No início da tarde, o corpo de Kelly foi encontrado entre os municípios de Itapagipe e Frutal.

Jonathan Pereira do Prado era foragido da justiça após ser beneficiado por uma saidinha temporária e não retornar no prazo estipulado.

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