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Simulação de desastre aéreo mobiliza equipes de socorro em Rio Preto

Exercício realizado pelo Daesp tem como objetivo checar o plano de emergência do aeroporto, além de integração de equipes de socorros

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Quem passou próximo ao aeroporto de Rio Preto na manhã de quinta-feira, dia 29, se deparou com uma cena caótica. Inúmeras viaturas com sirenes acionadas se aproximavam de uma aeronave parada na área de taxiamento. Próximo ao avião, dezenas de passageiros gritavam por socorro em meio a fumaça.

Mas o cenário não passava de uma simulação realizada pelo Departamento Aeroviário Estado São Paulo (Daesp), Corpo de Bombeiros, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Defesa Civil, Guarda Civil Municipal e outros órgãos.

A atividade durou pouco mais de uma hora e contou com a participação de aproximadamente 130 pessoas. O objetivo do simulado é uma avaliação do estado de prontidão dos órgãos da cidade e também uma forma de colocar em teste todos os recursos disponibilizados para uma situação semelhante. Os serviços de socorro não foram prejudicados, uma vez que todos os profissionais envolvidos na simulação estavam de folga.

O cenário da simulação encontrado pelas equipes participantes foi o de um pouso forçado de uma aeronave, quando, após o impacto no solo, houve a ruptura de um dos tanques de combustível e parte da querosene que estava nos reservatórios vazou, provocando um incêndio. Dos 150 passageiros que estavam a bordo, pelo menos 50 sofreram ferimentos. Parte deles em estado grave. Imediatamente o controle de tráfego aéreo acionou o Corpo de Bombeiros do Daesp e teve início a coordenação com os outros órgãos. Após o combate às chamas, as vítimas são resgatadas e encaminhadas a hospitais do município.

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O Primeiro Tenente do Corpo de Bombeiros Vitor Fogolin Silva falou sobre a importância deste tipo de ação. “Este é o cenário mais próximo de uma situação real. Assim podemos colocar em prática o Sistema Integrado de Comando e Operações em Emergências (Sicoe) que se constitui na norma técnica que implementa toda a estrutura de recursos humanos e suporte logístico diante das adversidades das emergências. É de grande importância a integração de todas as equipes de socorro, seja ela estadual, municipal ou instituições particulares. Lógico que esperamos que nunca aconteça, mas caso o pior venha acontecer, estaremos aptos para uma atuação rápida”, disse.

O coronel Carlos Lamin, coordenador da Defesa Civil, esteve presente, e reiterou a importância da simulação e falou sobre plano de contingência que está sendo elaborado pelo órgão. “Até o final deste ano vamos concluir nosso estudo. Este é um levantamento de todos os pontos críticos e de risco em nossa cidade. O aeroporto é um deles, por causa da quantidade de pessoas em um avião. Os pontos de armazenamento e distribuição de combustíveis na avenida Cenobelino de Barro Serra é outro, além de nossas rodovias e ferrovias. O plano de contingência é um planejamento detalhado voltado a como agir em caso de acidentes nestas áreas. Aqui temos a oportunidade de tirar do papel e pôr em prática. Em um cenário como este, com várias vítimas, torna-se necessária a intervenção de várias agências de socorro não apenas as públicas, mas as privadas também”, afirmou.

Durante as atividades no aeroporto, as operações de pouso e decolagem não sofreram nenhuma interferência. Apenas uma parte foi interditada para realização da simulação.

 

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