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Um desserviço à nação

Artigo escrito por Roberto Lima Filho

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O ex-chanceler e ex-ministro da Defesa, Celso Amorim tem prestado um desserviço à nação. Ele parece participar, junto com outros políticos, artistas e sub-celebridades de uma campanha para denegrir a imagem do Brasil no exterior. Amorim deu uma entrevista ao canal CNN Internacional e atacou duramente o presidente eleito Jair Bolsonaro, levantando suspeitas absurdas sobre o futuro governo, especulando sobre sua conduta e a de sua equipe e falando mal da Justiça brasileira. Para Amorim, Bolsonaro tem uma combinação muito estranha de ideias políticas de extrema-direita com um pensamento ultraliberal em economia, e que isso nunca funcionou em nenhum lugar. Amorim também declarou que “Lula é o político mais popular do Brasil, e que está na prisão com base em acusações muito frágeis.” Outro a dar sua contribuição para atrapalhar a vida do Brasil, é o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Em evento em Lisboa, o político do PSDB disse que o governo do presidente eleito Jair Bolsonaro pode prejudicar a imagem do Brasil no exterior.  Do triste legado que as últimas eleições representaram para o PSDB, que saiu encolhido e em frangalhos das urnas, figuras como FHC são a comprovação de que quem nunca pensou no Brasil, vai continuar a não pensar no Brasil. Quem apenas usa esse País em favor de seus próprios interesses e interesses de seus amigos, não consegue, sequer, se calar, respeitosamente, em momento de transição de governos. Pelo menos calar-se por uma questão de solidariedade ao povo brasileiro. Da artista bonita, apresentadora famosa, Fernanda Lima que solta o verbo em horário nobre, ao artista esquecido, Pedro Cardoso, um dos muitos desempregados da Rede Globo, e hoje vivendo em Portugal, todos fazem questão de serem desleais aos seus irmãos brasileiros, seguem desprovidos de generosidade e sensatez. Egoístas e sem limites. O Brasil não precisa desse tipo de anti-patriotismo, não quer mais e não pode aceitar essa falta de civismo e de cidadania. É como o velho e definitivo provérbio: falar é prata, ouvir é ouro. Se muitos dos que estão a esbravejar opiniões inadequadas e inoportunas se dispusessem a se calar e se dedicassem a uma autocrítica, necessária e bem-vinda, com certeza ganhariam poder e plenitude de vida.  Conquistariam, até, quem sabe, a volta da audiência, da credibilidade, do resgate da já tão arranhada imagem.  Mas, para calar, é preciso sabedoria e humildade. È preciso um olhar generoso para o Brasil. Infelizmente, não podemos esperar isso deles.

Dr. Roberto Lima Filho

Doutor em Ortodontia pela UFRJ

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