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Confira os bastidores da política desta sexta-feira, dia 13 de agosto

O jornalista Rubens Celso Cri traz na coluna Giro Político as principais notícias da política

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A culpa

O vereador João Paulo Rillo, Psol, ficou indignado com o parecer pela ilegalidade dado por Jorge Menezes, PSD, ao projeto que criaria o Conselho Municipal da Diversidade Sexual. João disse que Jorge foi incoerente. Em outro projeto de criação de Conselho, Jorge votou pela legalidade. Na Tribuna, questionou a motivação de Menezes. E emendou: “Seria o vereador um preconceituoso? Um homofóbico? Não sei”. A surpresa de João é porque Menezes deu parecer pela legalidade no projeto que criou o Conselho dos Autistas. No da Diversidade Sexual, ele alegou que apenas o prefeito pode propor a criação desse órgão.

O troco

Jorge Menezes, suplente da Comissão de Justiça, deu o voto de minerva pela ilegalidade e enterrou o projeto mais uma vez. Se apenas Jean Charles, MDB, e Odélio Chaves, PP, tivessem votado pela ilegalidade, ele ainda podia ser votado em Plenário pelos 17. Mas, os 3 a 0 mandam o texto para o arquivo. Jorge não deixou barato. Disse que seguiu parecer da Diretoria Jurídica. O diretor jurídico, advogado Ailton Ângelo Bertoni, foi assessor de João Paulo 8 anos na Assembleia Legislativa e é vice-presidente do PT em Rio Preto. Menezes tentou justificar seu voto anterior, alegando que foi para criar o Conselho dos Autistas. Segundo ele, os Autistas têm condições muito diferentes da causa LGBTQI+. Foi confrontado elos expectadores na galeria.  Houve bate-boca.  

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Afiado

Na resposta, João Paulo afirmou que Jorge Menezes, ao tentar culpar um funcionário indicado, que não pode ir na Tribuna se defender, cometeu uma covardia. Acredita que por esse motivo, Jorge tem dificuldade em separar o público e o privado. Revelou que “Jorge Menezes têm condenação em segunda instância” por não saber separar as duas condições. Mas ele não revelou quais são esses problemas. Menezes e João sempre foram amigos. Sentiu que foi apunhalado por João. E João disse que não mistura a função pública com as relações pessoais. No entanto, João já esteve com Menezes tratando de coisa pública.

 O dono da Casa

Após as colocações de Menezes, João pediu para responder. Odélio Chaves, Progressista, se arvorou proprietário da Câmara e disse ao presidente Pedro Roberto que ele não ia dar direito de resposta a João Paulo não. Não permitiria. Segundo ele, o direito de resposta teria que ser votado pelo Plenário. Foi solenemente ignorado.

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Confusão

A última sessão da Câmara durou 6h28. O arquivo da TV Câmara mostra 6h18. Todo o problema foi causado pelos cinco projetos em urgência e as emendas que eles receberam. O primeiro discutido, a pedido do vereador Paulo Pauléra, PP, pretendia impedir que o presidente da Câmara possa ser membro das Comissões Especiais de Investigações (CEIs, o mesmo que CPIs).

Pauléra pistola

Pauléra acabou atropelado pelo fogo amigo de Odélio Chaves, do mesmo partido. Océlio apresentou uma emenda que desfigurava o texto mudando o entendimento. Fora da janela da TV Câmara, o pau quebrou entre João Paulo Rillo e Odélio Chaves. Houve dedo em riste e uma conversa muito nervosa. Uma hora depois de interrompida, Pauléra retirou o projeto e a sessão pode ser retomada.

O hilário midiático

Um dos momentos regimentais de uma sessão da Câmara é o chamado Pequeno Expediente. Nele, os vereadores podem usar a Tribuna para abordar assuntos de seu interesse ou que estão em discussão na ordem do dia. Ao usá-la na última sessão, Anderson Branco, PL, falava de uma reunião com o prefeito em que foi informado que a cidade fez um convênio e vai receber R$ 300 milhões para diversas obras, entre elas recape no Castelinho. De repente, ele vê um fotógrafo. Interrompe o seu raciocínio, para, faz pose e diz: “vê se fica bem na foto aí. Obrigado. Pode mandar para a imprensa”.  É a melhor comédia produzida na cidade.

 À esquerda

Nesta sexta-feira, 13 de agosto, mês do desgosto, quem visita Rio Preto e passa pela Câmara é Guilherme Boulos, Psol, candidato derrotado à Prefeitura de São Paulo e pré-candidato à presidência da República pelo seu partido. À noite, ele se reúne com populares na praça da Boa Vista para uma conversa sobre nossos problemas.

À direita

A direita da cidade também traz as suas lideranças. Afinal, ano que vem tem eleição. A vereadora na cidade da capital pelo Partido Novo, Janaína Lima estará em Rio Preto na próxima quinta-feira, dia 19. Será recebida pelos militantes locais do partido com um almoço no Restaurante Barbecue, na Redentora. Ela foi a quinta mulher mais votada na capital na eleição de 2018. O Novo, em crise na direção nacional, tenta se estruturar, crescer e ocupar o poder político em todas as esferas.

Constrangimento

A CPI do Transporte fechou a Câmara para ouvir funcionários da Itamarati. Teve jornalista que foi escoltada até a recepção pelos assessores do Robson Ricci. A ideia era preservar a identidade dos depoentes que são funcionários, mas acabaram por impor uma boa censura. Quem acompanha o trabalho de Ricci chegou à conclusão que para ele vale o ditado: “Faça o que eu digo. Não faça o que eu faço”.

CEI convoca Mirian

A CEI do Transporte Coletivo vai convocar a diretora da Vigilância Sanitária, Miriam Wolk. Informações que chegaram até a CEI afirmam que a Vigilância só fazia blitz no transporte apenas após denúncia. A CEI do Transporte Coletivo anunciou a convocação de 14 pessoas, entre elas motoristas de terceirizadas. Cartões de ponto indicam que alguns batem o ponto apenas na entrada ou na saída. Após o anúncio, o secretário dos Serviços Gerais, Ulisses ramalho, Patriota, chamou os motoristas para uma reunião. A CEI cogitou a convocação do próprio secretário. Por ora, descartada.

Nota 10 exonerado

O professor nota 10, Diego Mahfhouz Faria Lima pediu demissão do cargo em comissão como chefe de coordenadoria da escola de competência Ivan Rollemberg. A demissão é retroativa ao dia 9. Foi publicada no Diário Oficial do Município. Não se sabe o motivo. Mas o Dom informa que foi a “pedido”.

 Base vetada

Na última sessão o prefeito enviou para a Câmara cinco vetos totais. quatro deles de vereadores da base do governo: Bruno Marinho, Bruno Moura, Jorge Menezes. Um deles é de autoria de Robson Ricci, Republicanos, e Karina Caroline, Republicanos. Nesse caso, Ricci é oposição e Karina, eventualmente.

Procurando o Rossini

Ganha uma bala Chita quem encontrar o vereador Rossini Diniz, PL, na Câmara. Jornalistas nunca o viram fora dos horários de sessão. Em toda reunião da CEI (CPI) das Terceirizada ele reclama que foi avisado em cima da hora. Está começando a ficar constrangedor. O presidente, João Paulo, diz que manda e-mail e avisa o gabinete. Rossini Diniz, analógico, não deve saber muito bem o que é uma Caixa de Entrada de e-mails. 

 

 

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