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Educação digital é desafio para famílias, afirmam especialistas da região

Comunidade criada por profissionais de Rio Preto e região oferece orientações a pais e educadores sobre os desafios do ambiente virtual

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Reprodução/ imagem ilustrativa
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Com crianças e adolescentes cada vez mais presentes no ambiente digital, especialistas de Rio Preto e região alertam para a necessidade de ampliar o acompanhamento da vida online dos jovens. A orientação ganha ainda mais relevância diante dos desafios impostos pelas redes sociais, jogos, inteligência artificial e outras plataformas que fazem parte da rotina de muitas famílias.

Com esse objetivo, profissionais da área de educação e do direito criaram a comunidade Família+Segura no WhatsApp voltada a pais, responsáveis e educadores. O espaço reúne informações sobre temas como segurança nas redes sociais, golpes virtuais, desafios da internet, exposição da imagem de crianças e adolescentes e o uso da inteligência artificial. A iniciativa também produz vídeos informativos divulgados nas redes sociais.

Segundo a especialista em relacionamento escolar Solange Pescaroli, de Fernandópolis, a proposta surgiu para ajudar famílias e escolas a compreender um cenário que muda rapidamente e exige atualização constante.

“Hoje, o ambiente digital é o principal espaço de convivência das crianças e dos adolescentes. Muitos comportamentos que parecem inofensivos podem esconder riscos importantes. Pais e educadores vivem a dúvida entre proibir e orientar. Criamos essa comunidade para oferecer informações claras, discutir os assuntos que estão em evidência e ajudar as famílias a protegerem quem mais amam.”

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A comunidade também conta com a participação do advogado Leon Fagiani, especialista em tecnologia e direito digital e integrante do ecossistema da Apeti. Para ele, a proteção prevista pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) precisa acompanhar as transformações trazidas pelo avanço da tecnologia.

“Mesmo com o Estatuto da Criança e do Adolescente em vigor desde 1990, ainda convivemos com situações graves. No ano passado, uma criança de 12 anos foi encontrada em trabalho análogo à escravidão em uma lavoura de café no Sul de Minas. Neste ano, vimos casos de exploração da imagem de crianças por predadores sexuais nas redes sociais, estímulo à rolagem infinita nas plataformas e incentivo agressivo às apostas online durante transmissões da Copa do Mundo, sem qualquer controle sobre quem estava assistindo. Se a cabeça pensa a partir de onde o pé pisa, hoje muitas crianças estão caminhando sobre lixo digital.”

Criado em 13 de julho de 1990, o Estatuto da Criança e do Adolescente estabelece que a proteção integral de crianças e adolescentes é responsabilidade compartilhada entre família, sociedade e Estado. Passadas mais de três décadas da criação da legislação, especialistas defendem que esse compromisso também envolve a educação digital. Para eles, mais do que controlar o tempo de uso das telas, é fundamental acompanhar, dialogar e orientar crianças e adolescentes sobre os riscos e oportunidades do ambiente virtual.

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