Cidades
Dia dos Pais: conheça histórias de pais e filhos que eternizaram o amor incondicional na pele
Uma homenagem ao Dia dos Pais com relatos delicados, curiosos, emocionantes e cheio de aprendizado
O Gazeta de Rio Preto ouviu pais e filhos que homenagearam suas preciosidades na pele. Uma homenagem ao Dia dos Pais com relatos delicados, curiosos, emocionantes e cheio de aprendizado. Confira.
Estrela do Céu
O consultor e palestrante Leandro Charles Domingues, de 39 anos, de Rio Preto, tatuou uma homenagem para a filha Stella, de cinco anos. A tattoo, que traz o nome da pequena, é uma referência a filosofia thelemica e também a deusa egípcia Nuit, que simboliza a esfera celeste, a luz das estrelas. Inspiração para o nome da filha.
“Nuit é a deusa do universo noturno. Então, olhando para ela, eu poderia vê-la em qualquer lugar do planeta que eu estivesse. A Stella tem um brilho pessoal em termos de criança”, diz o pai.
Guerreirinha
O bombeiro militar Alberto Fernandes Camargo filho, 45 anos, de Bady Bassitt, eternizou o pé da filha Lara, de 2 anos e quatro meses, para homenagear sua pequena guerreira.
“Ela nasceu prematura de 34 semanas e ficou hospitalizada por 40 dias. Fiz uma promessa que quando ela fosse para casa, faria uma tatuagem em homenagem a minha guerreirinha. Ser pai da Lara foi a melhor coisa da minha vida. Sempre imaginei ter uma filha e ela veio para fazer dos meus dias mais felizes e completar a família. É um aprendizado a cada dia e um amor que não cabe no peito.”
Rock and Roll
O discotecário Júlio Monstro, 48, figura conhecida em Rio Preto e na capital paulista no ramo de produção de eventos musicais e grande amigo de grandes nomes do rock nacional e internacional, além da MPB, também homenageou o filho Ian na pele.
“Ian eu escolhi em homenagem a Ian Curtis, vocalista do Joy Division.”
“Cabeça erguida”
A jornalista Ana Rogéria Ribeiro, de 45 anos, eternizou um momento importante do pai na pele, que homenageia pai e mãe no início do casamento. A jornalista conta as maiores lições aprendidas com pai Ilso Ribeiro, de 83 anos – homem alegre, carinho e bem-humorado, que a ensinou sempre a andar com a cabeça erguida.
“Meu pai sempre foi muito presente, carinhoso, alegre e bem humorado. Tinha seu lado rígido, defensor da moral e dos bons costumes. A principal lição que nos ensinou foi ter o nome limpo e a consciência tranquila. Poder botar a cabeça no travesseiro à noite e dormir tranquilamente (claro que as preocupações da vida adulta às vezes nos tiram o sono, mesmo sem ter feito nada de errado) andar na rua de cabeça erguida, sem nada que nos desabone em qualquer esfera da vida.
Com o passar dos anos e avanço da idade, meu pai começou a apresentar sintomas do Alzheimer desde os primeiros sinais, ele recebe toda assistência médica necessária o que retardou bastante o avanço da doença, porém no início desse ano, fomos surpreendidos com a morte repentina de minha mãe. Ela contraiu a Covid de uma forma extremamente agressiva e entre ela se sentir mal e falecer foram apenas 36 horas. O episódio abalou toda a família e agravou bastante a condição de meu pai. Hoje temos papeis completamente inversos na vida um dou outro…ele que sempre cuidou, agora necessita ser cuidado. Ele foi meu responsável legal até eu atingir a maioridade, hoje sou eu quem tem a curatela dele. No último dia 09 de julho, ele e minha mãe completariam 54 anos de casados. Essa mesma data marcou os 6 meses do falecimento de minha mãe. Em homenagem a eles fiz uma tatuagem que reproduz uma foto dos dois, no início do casamento, com o “pé de bode” que minha mãe usava para lecionar em Lutécia, cidade vizinha, e muitas vezes meu pai a levava”.
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