Cidades
Procon investiga queixas contra motoristas de app que estariam negando corridas
O baixo valor repassado aos motoristas e o reajuste extraordinário no preço dos combustíveis não trazem retorno financeiro
O Procon de Rio Preto abriu procedimento preparatório de apuração e investigação para analisar possíveis falhas nos serviços prestados por meio de aplicativos de transporte individualizado, como Uber e 99.
O procedimento tem como origem reclamações direcionadas ao Procon e à imprensa, relatando o crescimento de casos em que o usuário tem sua corrida negada pelos motoristas que utilizam as plataformas.
“Em um levantamento preliminar, em contato com lideranças do setor, apuramos que devido ao baixo valor repassado aos motoristas e ao reajuste extraordinário no preço dos combustíveis, muitas corridas não trazem retorno financeiro. Os motoristas reclamam que não houve o devido realinhamento por parte das empresas”, diz o diretor do Procon de Rio Preto Jean Dornelas.
As empresas prestadoras de serviço foram questionadas em relação a essas possíveis falhas, critérios para composição de preços e sobre planos para equilibrar os ganhos dos motoristas, sem prejuízo aos usuários. As empresas têm cinco dias úteis de prazo para responder.
“Se forem constatadas irregularidades, encaminhamos os dados à Fundação Procon, que pode até mesmo aplicar multa a essas empresas, em valores que podem chegar a 2% do faturamento”, explica Dornelas.
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