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Após denúncia de estupro, família foge e abandona cães em Rio Preto

Animais foram encontrados trancados em uma casa no bairro Amizade, sem comida ou água

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Reprodução/ Secretaria do Bem-Estar Animal/ Montagem: Gazeta de Rio Preto
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Uma família abandonou três cães trancados em casa após fugir, depois de ser denunciada por estupro, em Rio Preto. A ocorrência foi registrada nesta quarta-feira (30/7), no bairro Amizade, e mobilizou a Secretaria do Bem-Estar Animal e a Polícia Militar.

Segundo vizinhos, os moradores deixaram a residência às pressas, deixando para trás os animais em situação de extrema negligência. Ao chegar ao local, as equipes encontraram os cães sem água, sem alimento e visivelmente desnutridos. O ambiente era insalubre, e os animais demonstravam sinais de estresse e abandono prolongado.

Durante a apuração, moradores relataram que o padrasto das adolescentes que viviam na casa estava sendo acusado de estupro das enteadas. Diante da denúncia, a mãe teria fugido com o companheiro, levando as filhas e deixando os animais para trás.

Os cães foram resgatados e levados para atendimento veterinário, onde agora estão sob os cuidados da equipe técnica do município.

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Além do abandono, o caso também será investigado como crime de maus-tratos, previsto no artigo 32 da Lei Federal nº 9.605/1998, com pena de reclusão de 2 a 5 anos, multa e proibição da guarda de animais. A conduta também infringe a Lei Municipal nº 13.800/2021, que proíbe o abandono em imóveis, mesmo que haja abrigo.

A Secretaria do Bem-Estar Animal irá elaborar um laudo técnico e encaminhá-lo à Polícia Ambiental, para aplicação das sanções administrativas, e à Polícia Civil, que ficará responsável pela apuração criminal dos maus-tratos.

No campo da violência sexual, o caso será encaminhado à Delegacia de Defesa da Mulher e à Vara da Infância e Juventude. O padrasto pode responder por estupro de vulnerável e satisfação de lascívia na presença de menor, enquanto a mãe poderá ser responsabilizada por omissão e conivência.

A secretária da pasta, capitã Amália Paci, reforçou o compromisso em proteger vidas – humanas e animais – e destacou a importância da atuação integrada entre os órgãos de proteção, segurança pública e justiça em casos de violência e vulnerabilidade.

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