Política
Câmara Municipal decide que alunos autistas devem ter aula presencial
A vereadora Karina Caroline alega que as pessoas com espectro autista não conseguem manter convivência sem ir à escola e acabam agressivos ou desenvolvem outros problemas
Projeto a vereadora Karina Caroline, Republicanos, determina que os alunos com espectro autista da rede pública municipal terão que ter aulas presenciais. A vereadora afirma que o modelo híbrido não funciona para esses alunos.
Ela alega que eles precisam ir presencialmente porque “esse público possui dificuldades na comunicação, tendência a apresentar um comportamento mais repetitivo e dificuldades para variar a sua rotina e se adaptar a novas demandas do ambiente”. Segundo explicou, em casa os alunos autistas acabam frustrados, ansiosos, irritados e agressivos.
Para entrar em vigor, o prefeito precisa sancionar e publicar a Lei. Mães estão preocupados com o modelo adotado. Elas dizem que “apesar do autismo não possuir cura, existem algumas maneiras de melhorar a qualidade de vida do autista e auxiliar no seu desenvolvimento na sociedade.”
Para pessoas com o transtorno, “a quebra da rotina é um enorme desafio, especialmente nos casos onde há a concomitância com a deficiência intelectual. As medidas adotadas de isolamento social geram maior dificuldade frente à compreensão dos motivos pelos quais o contexto social está tão diferente.”
Sem as aulas presenciais essas crianças apresentam “grande sofrimento a ponto de aparecerem comportamentos de autoagressão ou de agressão a familiares, resultado dos déficits de autorregulação emocional que o autismo proporciona.”
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