Cidades
Casal é condenado há mais de 60 anos de prisão por latrocínio
Crime aconteceu em julho do ano passado, no Jardim Itapema
A Justiça de Rio Preto condenou um homem e uma mulher pelo crime de latrocínio, que é roubo seguido de morte, ocorrido na madrugada de 25 de julho de 2025, no bairro Jardim Itapema. A vítima foi Weuller Mauricio Petroni Branco, de 33 anos, que morreu em decorrência das agressões sofridas durante a ação criminosa.
Segundo as investigações e as provas reunidas no processo, os réus estavam com a vítima em via pública, onde faziam uso de drogas. Em determinado momento, o casal decidiu roubar os pertences de Weuller, aproveitando-se de sua condição de vulnerabilidade. Durante o roubo, ele foi agredido e não resistiu aos ferimentos.
Após o crime, os acusados levaram cartões bancários e outros objetos pessoais da vítima. Imagens de câmeras de segurança registraram a ação e foram decisivas para a identificação dos envolvidos e o esclarecimento dos fatos.
De acordo com a apuração policial, um dos réus retornou ao local algum tempo depois e tentou ocultar o corpo em uma área próxima. A Delegacia de Homicídios foi acionada após o registro de encontro de cadáver e, a partir de diligências, conseguiu prender o casal em flagrante. Com eles, foram encontrados cartões bancários da vítima e entorpecentes em quantidade considerada compatível com uso pessoal.
Na sentença, a juíza da 3ª Vara Criminal de Rio Preto destacou a extrema violência do crime, a atuação conjunta dos réus e o desrespeito à vida humana. Em relação às drogas, a magistrada afastou a acusação de tráfico.
A mulher foi condenada a 30 anos de prisão, em regime fechado, pelo crime de latrocínio, sendo absolvida da acusação de ocultação de cadáver e advertida pela posse de drogas para consumo pessoal. O homem recebeu pena de 31 anos e seis meses de prisão, também em regime fechado, pelos crimes de latrocínio e ocultação de cadáver, além de advertência pelo porte de drogas para uso pessoal.
Reincidentes, os dois não poderão recorrer em liberdade e permanecerão presos.
Investigações
O crime foi esclarecido por investigadores da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic), que identificaram os suspeitos a partir de imagens e outras provas colhidas durante a apuração. O casal foi localizado em via pública e confessou a autoria do crime durante o interrogatório policial.
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