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Conselheira que denunciou suposta oferta de dinheiro depõe à CPI do Assédio

Janaína Albuquerque denunciou ex-secretária Sandra Reis ao Ministério Público após reunião gravada

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Divulgação/TV Câmara
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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Assédio da Câmara de Rio Preto ouvirá, nesta segunda-feira (11), a conselheira tutelar Janaína Albuquerque, que denunciou a ex-secretária municipal de Desenvolvimento Social Sandra Reis após uma reunião em que, segundo ela, houve proposta de vantagens financeiras e tentativa de aproximação política.

Além da conselheira, também foram convocados para prestar depoimento Mirela da Silva Lima, proprietária da empresa Eficience Serviços Avançados Ltda, e Luís Guilherme Garcia, gestor da mesma empresa.

A CPI investiga denúncias de assédio moral e sexual envolvendo servidores públicos e trabalhadores terceirizados ligados à Prefeitura.

A denúncia apresentada por Janaína Albuquerque foi encaminhada ao Ministério Público do Estado de São Paulo e também à Câmara Municipal. Segundo a conselheira, a reunião com Sandra Reis ocorreu em 16 de dezembro de 2025, na sede da Secretaria de Desenvolvimento Social.

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De acordo com Janaína, o convite para o encontro foi feito diretamente pela então secretária e o pedido para que ela comparecesse sozinha despertou desconfiança.

“Sempre que conversei com a secretária levei outros conselheiros. Quando ela disse ‘vem sozinha’, achei estranho”, afirmou a conselheira em entrevista anterior.

Janaína relatou que decidiu gravar toda a conversa por orientação jurídica. Segundo a denúncia apresentada ao Ministério Público, durante o encontro a então secretária teria mencionado a possibilidade de intermediar uma ação judicial movida pelo prefeito contra a conselheira e sugerido aproximação política com o grupo que integra a administração municipal.

A representação também aponta que Sandra Reis teria mencionado possíveis pagamentos relacionados a atividades políticas ou de comunicação. Em um dos trechos citados pela conselheira, a ex-secretária teria falado sobre uma eventual proposta envolvendo o valor de R$ 5 mil.

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“Eu não podia ficar calada. Acho até que fiquei calada tempo demais, mas precisava me resguardar juridicamente”, declarou Janaína.

Na época em que o caso veio à tona, a Prefeitura informou, por meio de nota, que o prefeito Fábio Candido (PL) desconhecia o assunto e que a iniciativa teria sido uma “ação pessoal” da então secretária, sem intenção de intimidar a conselheira.

A CPI do Assédio foi instaurada após desdobramentos da chamada CPI das Terceirizadas, que já havia identificado indícios de irregularidades envolvendo empresas prestadoras de serviço contratadas pela Prefeitura.

A comissão é presidida pelo vereador João Paulo Rillo (PT) e também conta com os vereadores Pedro Roberto (Republicanos) e Jean Dornelas (MDB) como membros titulares.

Os trabalhos da comissão incluem oitivas, análise de contratos e levantamento de documentos relacionados às denúncias de assédio moral, pressão psicológica e possíveis irregularidades envolvendo servidores e terceirizados da administração municipal.

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