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Confira os bastidores da política desta quinta-feira, dia 04 de junho

Jornalista Bia Menegildo traz as principais notícias do poder regional

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Amigos de farda

Recentemente foi feita uma mudança no sistema de resenhas das sessões da Câmara para economizar papel e as indicações ficaram de fora, o que contribui com o meio ambiente. No entanto, o documento da sessão da última terça-feira (2) chamou a atenção pelo volume de páginas. Foram mais de 200 congratulações apresentadas pelo vereador Alexandre Montenegro (PL) para agentes da Guarda Civil Municipal (GCM) por dedicação à corporação.

Dando mais o que falar

Se não bastasse a Santa Casa de Casa Branca não devolver R$ 3,8 milhões dos R$ 4,7 milhões pagos antecipadamente, a entidade ainda acionou a Justiça para reverter o cancelamento do contrato de R$ 11,9 milhões. A história fica ainda mais bizarra quando se lê o processo, de mais de mil páginas, em que o hospital também pede indenização de R$ 500 mil à Prefeitura de Rio Preto por danos morais. Agora sabemos que uma confusão pode custar meio milhão de reais.

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Pasmo

Odélio Chaves (Podemos) disse, na tribuna, que se deu ao trabalho de ler a inicial e disse que ficou indignado. “Quem está sendo lesado é Rio Preto e ainda cobrado por danos morais”, disse o vereador. O que ele não falou, mas que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) está de olho, é nas informações prestadas pela entidade. O órgão abriu um procedimento autônomo em Ribeirão Preto. Por enquanto, alguns apontamentos relevantes já foram feitos.

Proprietário

Segundo o TCE, não foram apresentadas as consultas formais a outras entidades. Outros pontos relevantes que o contrato não explicita é o dono das carretas e se haveria quarteirização do serviço. Em um requerimento apresentado pelo vereador João Paulo Rillo (PT) em 15 de maio, é solicitada a entrega da documentação que baseou o contrato e a posterior anulação. Em 29 de maio, a Secretaria de Saúde pediu mais 15 dias para apresentar.

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Por lá

Enquanto isso, lá na Santa Casa de Casa Branca, segundo o Portal da Cidade, os atendimentos foram paralisados. Os médicos, de acordo com o site, teriam cruzado os braços por atrasos salariais. Antes de pararem, conforme a reportagem, houve uma reunião com o setor administrativo da entidade e um acordo de pagamento foi firmado. O advogado da Santa Casa prometeu fazer uma coletiva com a imprensa de Rio Preto para esclarecimentos.

Várzea

Klebinho Kizumba (PL) bem que tentou colocar o vereador Renato Pupo (Avante) na berlinda, mas não saiu exatamente conforme o esperado. A situação de levar uma pessoa à tribuna para criticar os vereadores já foi tratada em outros momentos e um acordo de cavalheiros determinou que a iniciativa só seria tomada depois de esgotadas todas as possibilidades. No entanto, o ex-secretário de Esportes parece que não sabia que ninguém quer problemas ali.

No Pix

O pastor Enrique Osório da Silveira, representante do futebol varzeano, falou sobre a denúncia pedindo apuração sobre o valor da taxa de inscrição das Copas Zona Norte e Zona Sul de Futebol 2026 serem pagas via Pix para um assessor na Secretaria de Esportes, feita no Ministério Público (MP) por Pupo. Segundo o pastor, a escolha do assessor para guardar o dinheiro foi feita em conjunto e o montante será distribuído como premiações.

De virada

Ao rebater o pastor, Pupo explicou que existe o Fundo de Desenvolvimento do Esporte e Lazer (Fedel), criado em 2021, para receber verbas oriundas de arrecadação com aluguel das estruturas da Secretaria de Esportes. Dinheiro, por exemplo, de estacionamento pago quando tem shows no Centro Regional de Eventos. O pastor foi pego de surpresa ao ser informado que não precisava de vaquinha para o campeonato. Neste ponto, todos ficaram interessados.

Barraco

Durante o debate, Rillo defendeu Pupo de uma forma tão educada que impressionou quem está acostumado a vê-lo nervoso ao ser contrariado. O petista até deu a solução para o problema: uma reunião com o atual secretário de Esportes para resolver tudo. No entanto, o que realmente chamou a atenção foi a discussão entre Abner Tofanelli (PSB) e um homem que acompanhava a sessão. Abner se exaltou ao ser acusado de não se importar com o tema.

Enquanto isso…

A discussão tomou proporções gigantescas dentro do plenário, a ponto de ao menos dois vereadores segurarem Abner para evitar confusão maior. Diante da confusão e do estado alterado do vereador, o gestor da Escola de Gestão Pública, Marcelo Pandolfo, usou a transmissão no YouTube da TV Câmara para chamar Abner de “desequilibrado”. Se estava em horário de trabalho ou não, até que poderia estar assistindo, mas deveria comentar?

Ardiloso

Apesar de ter sido o salvador dos varzeados, naquele momento, Rillo não deixou de ser ardiloso. A situação em que o petista se meteu foi digna de um jogo de xadrez bem jogado. Primeiro, ele tentou barrar a votação do projeto de lei do Executivo que libera crédito de R$ 10,1 milhões para a Smart Rio Preto. Colocou a base em situação delicada porque ninguém conseguiu explicar. Depois, rejeitada a vista, ele apontou um erro formal. Resultado: vista!

Só Deus na causa

Outro momento memorável da sessão foi quando Pupo relembrou a sequência de engavementos do MP. O vereador falou sobre as denúncias contra Kizumba e Luciano Julião (PL), que acabaram arquivadas pelo promotor Carlos Romani. Segundo Pupo, quando ambos os parlamentares se tornaram alvos das apurações, disseram que confiavam em Deus. “Vocês confiam muito em Deusmani, o promotor que acredita que todos agem de boa fé”, trocadilhou.

Bolo sem veneno

Julião se doeu com as falas de Pupo e a lembrança sobre o caso. O presidente rebateu dizendo que Pupo, em algum momento, passou pelo gabinete da presidência e comeu um bolo, que teria feito pela assessora, apontada como fantasma em uma denúncia que acabou engavetada. “Se eu comi, foi porque você me ofereceu e acredito que você ainda não chegou ao ponto de querer envenenar o que eu como”, rebateu Pupo.

Engavetado

Pupo se referia ao fato do MP ter arquivado a denúncia sobre o uso da Cidade da Criança como estacionamento. Nas últimas semana, a Associação Guasomafe apresentou o comprovante de Pix de R$ 11,2 mil para a Prefeitura e a confirmação de que desistiu do evento “Corrida Kids”, em que usaria o dinheiro, por causa da repercussão negativa da história. O caso agora segue para o Conselho Superior do MP que pode arquivar em definitivo ou não.

Não volta

Com o assunto encerrado, ao menos por enquanto, retornaram as especulações sobre Kizumba voltar à Secretaria de Esportes. Os mais próximos ao governo juram de pés juntos que o prefeito Fábio Candido (PL) garantiu que não recoloca o vereador na pasta e que Kizumba ainda tem esperanças de voltar. No entanto, a pergunta ainda fica no ar: quais são os planos do prefeito para o Dr. Tedeschi, primeiro suplente do PL que ficou sem mandato?

De novo

Mais uma vez um projeto relacionado a cultura não foi votado. Desta vez, foi a proposta do Executivo para criar o Festival Paulo Moura de Música Instrumental. Para os vereadores que representam o setor cultural, como Rillo e Abner, nada contra mais um festival de fomento à cultura. Porém, mais uma vez, o Executivo esqueceu de submeter o texto ao Conselho de Cultura. Realmente o colegiado não figura entre os mais queridinhos dos últimos tempos.

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