Cidades
Investigação sobre abuso infantil avança com novos mandados em Rio Preto
Investigação começou após prisão de empresário, mães e babás suspeitos de explorar sexualmente crianças em Rio Preto
A Polícia Civil deu mais um passo nas investigações da Operação “Divina Proteção” e cumpriu, nesta quinta-feira (16/7), a segunda fase da ação conduzida pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Rio Preto. Nesta etapa, os policiais cumpriram quatro mandados de busca e apreensão em diferentes endereços da cidade, em busca de novas provas para esclarecer o caso.
Durante as diligências, foram apreendidos quatro aparelhos celulares, que serão encaminhados para análise da Polícia Científica e poderão fornecer informações importantes para o aprofundamento das investigações.
De acordo com a corporação, os novos mandados fazem parte da estratégia investigativa adotada para reunir provas e consolidar os elementos já obtidos ao longo da apuração. A Polícia Civil informou ainda que o inquérito permanece sob sigilo para preservar as diligências em andamento, garantir a integridade das provas e proteger as pessoas envolvidas.
Entenda o caso
A Operação “Divina Proteção” teve início em junho, quando a Polícia Civil prendeu temporariamente um empresário, proprietário de um motel, e três mulheres (entre elas mães e babás) suspeitos de integrar um grupo investigado pela produção e comercialização de conteúdos de abuso sexual infantil em Rio Preto.
Segundo as investigações, o grupo filmava crianças e adolescentes e, posteriormente, vendia esse material na internet. A Polícia Civil também informou que o empresário investigado possui antecedentes por crimes sexuais envolvendo menores de idade.
Na primeira fase da operação, foram cumpridos mandados de prisão temporária e de busca e apreensão em Rio Preto, Cedral e Bady Bassitt. Na residência do empresário, os policiais apreenderam um computador e uma espingarda.
Com o avanço das investigações e a produção de novas provas, a Justiça converteu as prisões temporárias em preventivas. Conforme a decisão judicial, os elementos reunidos pela Polícia Civil reforçaram os indícios da prática dos crimes de estupro de vulnerável, corrupção de menores, favorecimento da prostituição e associação criminosa.
O inquérito, que está em sigilo, também apura suspeitas dos crimes de assédio contra criança com a finalidade de prática de ato libidinoso, além de oferecer, adquirir e armazenar fotografias e vídeos contendo cenas de sexo explícito ou pornografia envolvendo crianças e adolescentes.
Segundo a Polícia Civil, a segunda fase da Operação “Divina Proteção” busca justamente ampliar o conjunto probatório, permitindo o completo esclarecimento dos fatos e a identificação de todos os envolvidos na suposta organização criminosa.
As investigações continuam em andamento.
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