Política
Confira os bastidores da política desta sexta-feira, dia 17 de julho
Jornalista Bia Menegildo traz as principais notícias do poder regional
Feriadão
Muito se engana quem acha que feriado em ano eleitoral é tempo de descanso. O desfile de 9 de julho foi uma pequena chance para quem quis se mostrar na berlinda. Porém, às vésperas do início da campanha, a proposta era seguir discreto e, se possível, até despercebido. Pelo menos para a maioria daqueles que pretendem garantir uma vaga nas urnas. No entanto, não para todos.
A sorrir
Entre as ausências sentidas, o deputado estadual Valdomiro Lopes (PSB) não apareceu e, segundo interlocutores, o receio das restrições previstas na legislação eleitoral o fez tirar uma manhã sabática. Helena Reis (PSD) e Danilo Campetti (Republicanos) também não foram vistos. No entanto, alguns pré-candidatos como Edinho Araújo (PRD), Bruno Moura (PL), o ex-secretário de Cultura, Robson Vicente, e o deputado estadual Itamar Borges (MDB) marcaram presença.
Plantado
Enquanto Luiz Carlos Motta (PL) estava entre os homenageados, assim como Márcia Caldas (PL), Itamar Borges fez o que mais sabe fazer e saiu distribuindo beijos. Um para cada homenageado. Já Edinho Araújo chegou, escolheu um lugar e ficou paradinho. Apesar de evitar dar dois passos para o lado, o ex-prefeito não ficou parado. Teve até fila para cumprimentá-lo.
Sem problemas
Questionados sobre a presença em evento público em ano eleitoral, Edinho e Itamar estavam com o discurso afiado. Enquanto o homem de bigode defendeu que não era um evento de inauguração, expressamente proibido para pré-candidatos, o ex-prefeito acrescentou que estava como espectador e, além de não falar em eleição, ainda não pediu votos e nem usava as cores do partido. “Em evento público qualquer um pode comparecer. O que não pode é fazer campanha e eu não saí do lugar”, afirmou Edinho. Apesar das dúvidas, teve quem garantiu que Edinho e Itamar têm excelentes assessorias jurídicas e que não iriam correr riscos.
Citado
Nem de longe Edinho passou despercebido. Além do público, que fez questão de um aperto de mão, um abraço ou simplesmente uma selfie, Edinho esteve ao lado do prefeito de Mirassol, Edson Ermenegildo (PSD), que estava entre os homenageados. Ambos até posaram para a foto. Até no discurso do prefeito Fábio Candido (PL), Edinho esteve presente e foi saudado.

Lembrados
O prefeito também lembrou de citar alguns dos vereadores que foram vistos por ali. As presenças de Paulo Pauléra (Progressistas) e Felipe Alcalá (PL) foram ressaltadas, assim como as dos demais correligionários de Fábio Candido, como Motta, Márcia Caldas e Bruno Moura. E é claro que o grande projeto do prefeito não iria ser esquecido. Fábio Candido conseguiu relacionar os ideais constitucionalistas que levaram à Revolução de 1932 com o projeto Smart Rio Preto.
Surpresa
Impossível não dizer que o coronel da reserva Azor Lopes pegou muita gente de surpresa ao anunciar que está filiado ao PT. Pode parecer incrível, mas até os próprios petistas não esperavam por essa reviravolta daquele que já foi comandante do CPI-5. Azor já vinha apresentando uma postura muito crítica ao governo, mesmo evitando grandes estardalhaços. A “oposição coronelista” talvez, e só talvez mesmo, tenha sido o fator determinante na escolha do partido. Agora Azor já está lá dentro e só o tempo vai dizer qual será o papel dele, que é especialista em Direito, Sociologia e Segurança Pública, dentro do PT.

Justificativa
Segundo o próprio Azor, a ida para o PT foi uma decisão tomada com muita calma, após um convite formal do vereador João Paulo Rillo (PT). Alguém ainda pode estar se questionando sobre o objetivo desta filiação, uma vez que não dá mais tempo de ser candidato ou de participar de qualquer atividade eleitoral agora. No entanto, há quem garanta que tudo é uma estratégia muito bem pensada para garantir uma participação no próximo governo federal, considerando os resultados das pesquisas recentes. Uma segunda estratégia seria algo mais pensando em médio prazo, ou seja, para daqui dois anos.
Deu ruim
Rillo tomou a iniciativa de convidar Azor sem consultar a cúpula petista. A informação acabou divulgada pela imprensa e pegou muita gente de surpresa. Carlos Alexandre, presidente do diretório rio-pretense, nem comemorou a vinda do ex-coronel, assim como grande parte dos filiados. A ala dos radicais petistas não se pronunciou. Por outro lado, na mesma semana, o retorno do médico Cacau Lopes ao PT foi amplamente comemorado e divulgado.
Sambou
Se não bastasse tudo isso pegar de surpresa quem acompanha a política de perto, não parou por aqui. Na onda da notícia da filiação de Azor no PT, o prefeito foi para as redes sociais “divulgar” a informação e ainda fazer críticas veladas à união. Ao que parece, o prefeito não é adepto do “adversário político não é inimigo”, como a maioria dos veteranos na política prefere. Ao saber das repercussões, Azor foi sucinto: “mais um motivo para a minha filiação. Tem gente mais inteligente do lado de cá”.
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