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Dia do SUS: Funfarme amplia acesso para 1,7 milhão de pessoas na região

Telemedicina, exames descentralizados e monitoramento de UTIs reduzem deslocamentos de pacientes de 102 municípios atendidos pelo complexo

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Funfarme/ Divulgação
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No dia em que o Sistema Único de Saúde (SUS) completa 36 anos, neste sábado (19/9), dados da Fundação Faculdade Regional de Medicina (Funfarme) mostram como a tecnologia vem sendo utilizada para ampliar o atendimento público de saúde em Rio Preto e em outras 101 cidades do noroeste paulista. O complexo, que reúne o Hospital de Base (HB), Hospital da Criança e Maternidade (HCM), Instituto do Câncer (ICA) e outras unidades, é referência em média e alta complexidade para uma população de mais de 1,7 milhão de pessoas.

Sediada em Rio Preto, a Funfarme atende pacientes que vivem em municípios localizados a até 200 quilômetros de distância. Nos últimos anos, a instituição ampliou o uso de recursos digitais para reduzir a necessidade de viagens, facilitar o acesso a especialistas e descentralizar procedimentos que antes exigiam a presença do paciente em Rio Preto.

Telemedicina reduz deslocamentos

Implantado em 2024, o Núcleo de Telessaúde da Funfarme foi o primeiro do tipo no Estado de São Paulo e o 27º inaugurado no país, com apoio do Ministério da Saúde. Segundo a instituição, o governo federal destinou R$ 5 milhões em custeio e entregou 20 kits multimídia a municípios da região.

Atualmente, existem pontos de apoio em telessaúde em mais de 90 cidades. Entre os serviços estão teleconsultas, teleinterconsultas de emergência e telemonitoramento com uso de inteligência artificial. A procura pelo atendimento remoto também aumentou. Em 2025, foram realizadas 25.304 consultas ambulatoriais por telessaúde. Entre janeiro e agosto de 2026, o número chegou a 26.788, ultrapassando o total registrado em todo o ano anterior.

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Na prática, consultas, retornos e análises de exames podem ser realizados na própria cidade onde o paciente mora. A medida reduz a necessidade de deslocamento até Rio Preto e ajuda a diminuir a demanda presencial no complexo hospitalar. Um dos serviços também atende pessoas privadas de liberdade. A teleconsulta oferecida a quatro unidades prisionais da região evitou 425 deslocamentos de detentos acompanhados por escolta policial, segundo a Funfarme.

Especialistas do HB apoiam emergências da região

Outro serviço permite que médicos de hospitais de cidades menores discutam, em tempo real, casos de emergência com especialistas do Hospital de Base. A teleinterconsulta já atende unidades de saúde de Onda Verde, José Bonifácio, Jaci, Neves Paulista, Potirendaba, Poloni, Jales, Monte Aprazível, Uchoa e União Paulista.

De acordo com a Funfarme, cerca de 40% dos pacientes avaliados pela teleemergência conseguiram permanecer em seus municípios de origem com segurança clínica. Com isso, foram evitadas transferências para Rio Preto, além do uso de ambulâncias e da ocupação de leitos no Hospital de Base.

Exames passam a ser feitos nos municípios

A descentralização também chegou aos exames laboratoriais. Por meio do Projeto Laboratório x Municípios, moradores de cidades menores passaram a realizar coletas de sangue e exames de rotina sem precisar viajar até Rio Preto. Segundo a Funfarme, em alguns casos, os pacientes percorriam até 400 quilômetros em uma viagem de ida e volta e permaneciam praticamente o dia inteiro fora de casa.
As amostras são processadas no laboratório do complexo, que utiliza automação de alta tecnologia. Os resultados são disponibilizados digitalmente para as equipes médicas.

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O número de pacientes beneficiados cresceu de 2.964 entre setembro e dezembro de 2025 para 9.750 entre janeiro e agosto de 2026. O aumento foi de mais de três vezes. O projeto já funciona em 22 municípios, entre eles Mirassol, Monte Aprazível, José Bonifácio, Tanabi e Ibirá.

Tele-UTI aproxima Rio Preto de Fernandópolis

A tecnologia também passou a ser utilizada no atendimento de pacientes internados em unidades de terapia intensiva.
Em 2026, o Hospital de Base iniciou um projeto de Tele-UTI em parceria com a Santa Casa de Fernandópolis. A iniciativa permite que profissionais das duas instituições discutam casos e compartilhem conhecimento em medicina intensiva à distância.

Em pouco mais de quatro meses, foram realizadas 122 teleinterconsultas e 231 discussões envolvendo 27 pacientes. Segundo a Funfarme, o serviço recebeu nota 97 no índice de satisfação (NPS), e 52% dos pacientes receberam alta diretamente para a enfermaria.

Robótica também chega aos pacientes do SUS

Além da saúde digital, o Hospital de Base utiliza tecnologia de ponta em procedimentos cirúrgicos. A instituição foi a primeira do interior paulista a adquirir a plataforma robótica Da Vinci Xi. O equipamento é utilizado em cirurgias urológicas, incluindo procedimentos de próstata, rim e bexiga, além de operações oncológicas do aparelho digestivo e cirurgias ginecológicas. Cerca de 30% dos procedimentos são destinados a pacientes do SUS.

Em abril de 2026, o HB atingiu a marca de mil cirurgias realizadas com o auxílio da plataforma robótica. Segundo a Funfarme, o hospital também realizou o primeiro transplante de rim entre doadores vivos 100% robótico da América Latina pelo sistema público.

Com telemedicina, descentralização de exames, integração entre equipes e acesso a procedimentos de alta complexidade, a estrutura sediada em Rio Preto busca reduzir um dos principais obstáculos para pacientes do interior: a distância entre a cidade onde vivem e os serviços especializados de saúde.

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