Cidades
Discussão em fila de supermercado termina em agressão e caso vai parar na polícia
Advogada afirma ter sido derrubada, puxada pelos cabelos e arranhada por duas mulheres após desentendimento em caixas de supermercado atacadista
Uma discussão entre clientes em um supermercado atacadista, na Vila Ercília, terminou em agressão física e registro de ocorrência policial na noite de segunda-feira (2), em Rio Preto. Uma advogada de 45 anos afirma ter sido atacada por duas mulheres após um desentendimento na fila de um caixa destinado a compras de até 15 produtos.
De acordo com o relato da vítima à Polícia Civil, ela aguardava atendimento havia mais de uma hora quando a cliente que estava à sua frente terminou de passar as compras. Segundo a advogada, a mulher estava acompanhada da mãe, que seria idosa, e teria realizado pagamentos separados, passando os produtos em pequenas quantidades e interrompendo o atendimento em alguns momentos para falar ao telefone.
Quando a cliente deixou o caixa, a advogada teria comentado que aquele guichê era destinado a compras de até 15 unidades e que, por ser idosa, a acompanhante deveria ter utilizado o atendimento preferencial. A mulher respondeu que estava comprando para várias pessoas e saiu do local.
Depois de aguardar o atendimento de outros dois consumidores, a advogada chegou ao caixa e perguntou o nome da operadora, explicando que pretendia conversar com o gerente sobre a situação. Como a funcionária não teria respondido e estava com o crachá virado, a cliente afirma que virou a identificação e fotografou o nome da operadora.
Ainda conforme o boletim, uma mulher que estava em outro caixa acusou a advogada de ter agredido a funcionária. A vítima nega a acusação e afirma que não tocou na operadora, limitando-se a perguntar seu nome e fotografar o crachá.
A advogada diz que pediu a presença do gerente, mas outra funcionária teria se recusado a chamá-lo. Na sequência, a mulher que havia iniciado a discussão, acompanhada da filha, teria avançado contra ela.
Segundo a vítima, as duas a derrubaram no chão, puxaram seus cabelos e uma das orelhas, provocaram arranhões e abaixaram sua blusa, deixando-a exposta diante de outros clientes. Ela afirma que havia várias pessoas no supermercado, mas ninguém interveio. A operadora de caixa e a funcionária que estava próxima também teriam deixado o local.
A mulher relatou que permaneceu no estabelecimento por aproximadamente 40 minutos, até a chegada da Polícia Militar. Inicialmente, foi orientada a procurar atendimento médico.
As duas mulheres apontadas como autoras não foram identificadas pela vítima, que as descreveu como mãe e filha.
O caso deverá ser apurado pela Polícia Civil.
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