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Projetista tenta contratar acompanhante e acaba no prejuízo

Suspeito usou nome de uma facção criminosa e enviou vídeos de armas para exigir transferências via PIX

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Um projetista de 26 anos, morador do Jardim América, em Monte Aprazível, perdeu R$ 2,2 mil após ser vítima de extorsão pela internet. O caso teria começado em 1º de novembro, depois que ele acessou um site de acompanhantes e recebeu mensagens de um homem que se apresentou como integrante de uma organização criminosa.

O boletim de ocorrência foi registrado na terça-feira (3), durante plantão policial em Rio Preto.

Segundo o relato da vítima à Polícia Civil, ele acessou um site com a intenção de contratar os serviços de uma acompanhante em Rio Preto. Após trocar mensagens com algumas anunciantes, mas sem receber respostas, foi procurado, cerca de duas horas depois, por um desconhecido pelo WhatsApp.

O homem afirmou fazer parte de uma facção criminosa e alegou que as acompanhantes teriam sofrido prejuízos financeiros por causa do contato feito pelo projetista. Inicialmente, exigiu R$ 750 para que o suposto problema fosse resolvido.

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Assustado com as ameaças, a vítima realizou uma transferência via PIX de R$ 750. Pouco depois fez outro pagamento, desta vez de R$ 1,5 mil. As transferências foram destinadas a duas contas bancárias diferentes, segundo os comprovantes apresentados no registro policial.

Antes dos pagamentos, o suspeito teria enviado mensagens afirmando que conhecia o endereço da vítima e os dados de seus familiares. Também encaminhou vídeos com armas de fogo e disse que estaria a caminho da residência do jovem.

Depois de receber os R$ 2,2 mil, o homem afirmou que a situação estava resolvida. No entanto, no dia seguinte, voltou a procurar a vítima e exigiu mais R$ 2 mil. Desta vez, alegou que o dinheiro seria destinado a ajudar mulheres de traficantes mortos e à compra de cestas básicas.

Sem condições financeiras para fazer um novo pagamento, o projetista recusou a exigência. As cobranças e intimidações, porém, continuaram, levando-o a procurar a Polícia Civil.

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A vítima informou ter conversas, vídeos, capturas de tela e comprovantes das transferências armazenados no celular, que poderão ser apresentados durante a investigação.

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