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Boletim Eleições 2020: as principais notícias da política regional

O jornalista Rubens Celso Cri conta os bastidores da política em Rio Preto

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Ia dar muita briga…

Ao contrário do que muita gente especulou, Edinho Filho, não é candidato a vereador. Filho do prefeito Edinho Araújo, MDB, ele era citado como candidato emedebista em todas as bancas de apostas. Com cadeira garantida.

Entre os outros candidatos do MDB

Isso não quer dizer distância do processo eleitoral. Ao contrário das vezes anteriores, Edinho Filho é visto cada vez com mais intensidade, ao lado do pai em atividades e solenidades políticas.

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Dois fora

Apenas dois vereadores não são candidatos à reeleição. Marco Rillo é candidato a prefeito pelo Psol e José Carlos Marinho está aposentando a chuteira.

Dinastia

Na verdade, não é bem assim: Marinho coloca na disputa em seu lugar o filho, advogado Bruno Marinho. Tenta transferir para ele o caminhão de votos que tem em uma centena de times de futebol amador, de onde sempre saiu eleito.

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Esquenta

Marco Rillo deixa a Câmara depois de cinco legislaturas alternadas. Mas, não é “canseira” do cargo não. Ele é candidato a prefeito pelo Psol e abre espaço para que seu filho, o ex-deputado estadual João Paulo Rillo, ocupe o seu lugar.  Para então, tentar, voltar a ser deputado estadual daqui a dois anos.

Oxigênio

Essa é a eleição mais “inclusiva” que temos para a Câmara Municipal. Pessoas ligadas a movimentos representativos da sociedade civil começam a se colocar. Uma delas é a ativista pela natureza Fernanda Sansão, idealizadora do Projeto Muda que a Cidade Muda. É candidata a vereadora pelo MDB.

No sangue

Fernanda é irmã de Márcio Sansão, que foi vereador. Márcio deixou a vida pública e voltou para a iniciativa privada. É um dos diretores do Grupo Cene.

Cena

Na área cultural teremos uma estreia e uma segunda sessão. Liderança na área, Drica Sanches, atriz e agitadora cultural, enfrenta a urna pela primeira vez. A segunda sessão é com Jocelino Soares. Ele foi candidato na anterior. Dirige a Casa de Cultura. Ambos, MDB.

Quando a eleição acabar

A paz no PSDB local é apenas aparente. Foi feita uma espécie de acordo silencioso de cavalheiros entre os candidatos a vereador na busca de cociente eleitoral para viabilizar a volta, via urna, do partido à Câmara.

Cachimbo

Segundo um amigo de ambos, um dos atos foi uma ligação telefônica feita pelo médico e ex-vereador Cesar Gelsi ao vereador Renato Pupo. O médico teria desejado boa sorte e disse que não tem nada contra a tentativa de reeleição do delegado e que eles devem trabalhar juntos. 

Já teve 2 paradas

Gelsi se mostrou um dos mais irritados, em um grupo de Whatsapp dos candidatos a vereador do PSDB, no dia que Renato Pupo desistiu de ser candidato a prefeito. Gelsi chegou a externar que estava tudo armado e que o empresário que assumia no lugar de Pupo, Denilson Marzocchi, era “um boi de piranha”.

Predigistador

Mestre em vencer eleições antes que elas comecem, Edinho usou do tempo legal que lhe restava e o mesmo velho e manjado roteiro. Junta toda a tropa possível (e olha que nela tem um vice-governador), vai na sede, bate na porta do administrador-chefe e conversa.

Bom de boca

Conversa vai, conversa vem… Edinho sai da reunião triunfante com o PSDB de baixo do braço.

Ciscando

Essa possibilidade era antiga e sonho de consumo do prefeito. Quinze dias antes da cidade ir para a fase amarela, numa segunda brava, amanhece em Rio Preto o secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi. Numa conversa não se fala só sobre Covid…

Engolindo sapo

Renato Pupo, que ficou uma semana e chegou de São Paulo na sexta-feira anterior ao encontro de entre secretário e prefeito, não sabia de nada. Na capital Pupo se reuniu com os mesmos atores. Garantiram-lhe a legenda.

Alinhavando

Três dias depois, na segunda, ele ficou sabendo da reunião em Rio Preto de Edinho com Vinholi, depois que ela terminou. Estava mais do que claro que tinha alguma coisa errada. Todos deram de ombros porque foi um dos momentos mais graves da pandemia.

Antes, a vaga

Hoje, no PSDB, o negócio é brigar para fazer o cociente e lutar por mais uma vaga na sobra. Mas em algum momento essa história tem que vir a público e ficar à luz. Quem pode rezar o Pai Nosso é o vereador Renato Pupo.

 

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