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Câmara começa a discutir projeto polêmico que proíbe radares eletrônicos em RP

Embora o projeto vá ser votado em primeira discussão, quanto a legalidade, ele pode provocar discussão mais acirrada entre os vereadores na sessão desta terça-feira

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Embora o projeto vá ser votado em primeira discussão, quanto a legalidade, ele pode provocar discussão mais acirrada entre os vereadores na sessão desta terça-feira. O projeto em questão proíbe os radares em Rio Preto.  

Num primeiro momento, acreditava-se que o projeto proibia apenas os radares móveis e os móveis estáticos (que ficam num único lugar o dia todo e depois retirados). Mas, no texto, o artigo primeiro também proíbe os radares fixos. Portanto, o projeto do vereador Anderson Branco, PL, pretende acabar com os radares como instrumento que evita o tráfego de veículos em alta velocidade. 

Branco argumenta que os radares não passam de uma grande indústria de multa e contesta quem diz que eles são pedagógicos, educativos. Entretanto, uma emenda substitutiva apresentada pelo vereador José Carlos Marinho, Patriotas, vai provocar o acirramento dos ânimos.

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Marinho propõe que sejam proibidos apenas os radares fixos e estáticos que multem veículos que circulam abaixo de 60 quilômetros por hora. Ele permite a manutenção dos radares que multem quem ultrapassar os 60 quilômetros por hora. 

Seu substitutivo também autoriza multar veículos que trafegam até 60 quilômetros nas proximidades de escolas e hospitais. Caso o substitutivo seja aprovado, o projeto de Anderson Branco desaparece.

Na verdade, ele causa divisão e desentendimentos desde a sua apresentação há quase 6 meses. O delegado de polícia e vereador Renato Pupo, PSDB, realizou uma discussão sobre a proposta com especialistas para mostrar a ilegalidade do projeto e a necessidade dos radares para conter a violência no trânsito. Na oportunidade foram convidados o secretário municipal de Trânsito, Amaury Hernandes, e o vereador Anderson Branco. Nenhum dos dois compareceu. Os especialistas são contra a retirada dos radares e indicam que eles diminuíram os acidentes na área urbana.

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