Política
Eleuses vai ao gabinete de Edinho e comunica que não será candidato a vice-prefeito em 2020
Num primeiro momento, as especulações levam a três nomes: Orlando Bolçone, DEM, Renato Pupo, PSDB, e Coronel Helena, do Republicanos
O vice-prefeito Eleuses Paiva, PSD, não é candidato à sua própria reeleição a vice-prefeito de Rio Preto. A informação começou a circular ontem à tarde. A hipótese vinha sendo discutida por pessoas ligadas ao prefeito e da oposição. Eleuses, médico e em plena pandemia, desapareceu do cenário político. No último ano, deixou de acompanhar solenidades e eventos públicos ao lado do prefeito.
Em nota oficial, ele disse que fez a comunicação oficial: “Estive hoje no gabinete do prefeito Edinho e comuniquei a ele o meu desejo de não me candidatar na próxima eleição municipal. Estarei ao lado do Prefeito, como sempre estive, em todos os seus desafios até o último dia de mandato”.
Em contato com o gabinete nessa manhã, a assessoria de imprensa do prefeito disse que Edinho esse é um “assunto que o prefeito não quer falar neste momento”. O prefeito acredita que em meio à pandemia de coronavírus não é possível dispensar energias com discussões políticas.
Começam as especulações sobre o nome que deve ocupar o lugar de Eleuses. Dois deles têm muita força política. Renato Pupo, do PSDB, pré-candidato tucano, pode ocupar a vaga por causa da pressão do governador João Dória, PSDB, e dos tucanos da região. Marco Vinholi, Secretário do Desenvolvimento Regional, tucano de Catanduva, e Carlão Pignatari, líder do governo na Assembleia, tucano de Votuporanga, farão pressão.
Por outro lado, Renato Pupo diz que não pode responder pelo governo do Estado. “De minha parte, a candidatura vai bem e não temos motivos para mudança de planos”.
Orlando Bolçone, DEM, tem o vice-governador e secretário estadual Rodrigo Garcia, DEM de Rio Preto, como articulador político. Ele é muito próximo de Edinho Araújo e uma espécie de embaixador do prefeito junto ao governo paulista. Na manhã desta terça o pré-candidato do partido Orlando Bolçone disse que “essa possibilidade não estava no radar”.
Bolçone informa que não houve nenhuma tratativa sobre o assunto, e que sequer decidiu se vai participar do processo eleitoral. Admitiu uma conversa desde que ela seja feita em torno de um programa (um projeto) para ser colocado em prática. “Agora eu estou de quarentena”. Bolçone é do grupo de risco. Perguntado se a quarentena é política, apenas sorriu.
Por outro lado, Edinho tem em seu histórico a opção preferencial por vice mulher. Entre 2001 e 2004 sua vice foi a professora Maureen Cury. Entre 2005 e 2008, foi Eliana Storino. Nesse cenário, surge na corrida a Coronel Helena, do Republicanos. Mulher, cresceu na carreira por méritos próprios e veio de camadas simples da população. Conservadora, agrega votos mais à direita.
Entretanto ontem, o presidente do diretório municipal do Republicanos, jornalista Diego Polachini, disse que o partido lança a Coronel Helena como candidata a prefeita e tem um projeto próprio para a cidade. Para ele, é hora de mudar. Mas o cenário era bem diferente do que o que se apresenta hoje.
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