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Justiça libera depoimento de Moro; ele reafirma as denúncias de interferência política na PF

Ele relatou três situações anteriores em que o presidente Bolsonaro tentou demitir o Superintende da PF no Rio de Janeiro

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O ex-ministro Sérgio Moro confirmou suas declarações feitas no dia 24 de abril, data da sua demissão, em seu depoimento dado à Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Ele disse que o presidente da República demitiu o diretor geral da PF, Alexandre Valeixo, para interferir politicamente na Superintendência no Rio de Janeiro. Ele relatou três situações anteriores em que o presidente Bolsonaro tentou demitir o Superintende da PF no Rio de Janeiro e a ameaça de que, se não conseguisse, demitiria o delegado geral. Dia 22 em reunião dos ministros o presidente voltou a fazer a pressão e disse que se ele não demitisse o delegado ele demitiria Sergio Moro.

Em seu depoimento, ele disse que em outubro do ano passado ele e Valeixo estavam nos Estados Unidos quando Bolsonaro ligou pressionando pela troca do Superintendente no Rio de Janeiro. Numa das conversas, o presidente disse a Moro que ele tinha 27 Superintendências e que ele queria apenas uma, a do Rio. Dia 24 ele ficou sabendo que Valeixo seria demitido à pedido. Valeixo nega que tenha concordado. A demissão do delegado teve a assinatura de Moro e ele reafirmou que não assinou o documento. E disse que nunca o Ministério da Justiça publicou qualquer ato sem que ele tenha assinado. Segundo Moro, Bolsonaro pretendia mexer nas Superintendências do Rio e de Pernambuco, terra do líder do governo no Senado, Fernando Bezerra, implicado em casos de corrupção.

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