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Em depoimento de mais de 8h, Moro apresenta mais provas contra Jair Bolsonaro

O inquérito foi aberto para investigar se as denúncias que fez contra o presidente são verdadeiras. O ex-ministro acusou Bolsonaro de tentar interferir em inquéritos que envolvem seus filhos

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O depoimento de Sérgio Moro na Polícia Federal no último sábado, dia 2, durou mais de 8h. Houve dois intervalos. Um deles quando um entregar chegou com pizzas pedidas pelos delegados, às 19h. Segundo as agências de notícias, o ex-ministro reafirmou denúncias de interferência política na PF que fez contra o presidente Jair Bolsonaro, no dia 24 de abril, quando pediu demissão. Moro ainda entregou novas provas.

Áudios, vídeos e prints de mensagens trocadas entre Bolsonaro e outros subordinados, onde o presidente explicitaria seu descontentamento com Moro e sua intenção de interferir em inquéritos. Faria parte do pacote outras mídias e documentos que não são conhecidos. Entregou o telefone celular para perícias que confirmariam suas declarações. O conteúdo não é conhecido porque o inquérito corre sob segredo de Justiça.

O inquérito foi aberto pelo ministro Celso de Melo, do Supremo Tribunal Federal, após Sérgio Moro acusar o presidente de interferência ilegal na Polícia Federal com a suposta intenção de impedir que eles cheguem a ele e aos seus filhos. Um deles, o das Fake News, no Supremo, pode envolver o vereador Carlos Bolsonaro, e outro, no Rio de Janeiro. O último tenta provar que Flávio Bolsonaro, quando era deputado estadual, patrocinou um esquema conhecido como rachadinha.

Uma praga nos gabinetes políticos em todos os níveis de poder, a rachadinha toma parte dos salários dos funcionários dos gabinetes de vereadores, deputados estaduais e federais para caixa de campanha política ou enriquecimento pessoal. No gabinete de Flávio o esquema seria comandado pelo ex-policial Fabrício Queiróz, acusado de ter relações com as milícias, organizações criminosas comandadas por ex-policiais.

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Após o depoimento de Sérgio Moro, o ministro Celso Melo e os delegados da Polícia Federal vão decidir os próximos passos. A partir do que disse e apresentou serão requisitadas perícias, novas oitivas, quebras de sigilos ou até mesmo busca e apreensão. O presidente Jair Bolsonaro e seus filhos revelaram em redes sociais que não gostaram da velocidade dada ao inquérito pelo ministro Celso Mello. Menos ainda que o depoimento do ex-juiz tenha sido feito por seus ex-subordinados.

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