Nacional
O jogo do tetra, em 1994, será reexibido nesse domingo, às 15h30, pela TV Globo
Seleção acabou com jejum de 24 anos sem uma Copa do Mundo ao vencer nos pênaltis
Na onda das reprises em meio à pandemia de Covid-19, a Globo reexibe nesse domingo, dia 26, a partir das 15h30, o confrontou entre Basil e Itália, jogo válido pela final da Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos.
A final entre Brasil e Itália no dia 17 de julho, entrou para a história por dois motivos: primeiro, pelo fato de juntar frente a frente duas das três únicas seleções que haviam conquistado três edições de Copa do Mundo, portanto, uma delas acabaria se sagrando tetracampeã, ultrapassando a rival. Segundo, porque foi a primeira vez em que a final de uma Copa do Mundo seria decidida na cobrança de tiros livres da marca de pênalti. O jogo terminou em 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação.
A vitória do Brasil veio após três erros italianos: uma defesa do goleiro Taffarel, em chute de Daniele Massaro, e mais dois chutes para fora dos craques italianos Roberto Baggio e Franco Baresi. Márcio Santos havia errado também sua cobrança, não sendo necessário ao Brasil efetuar todas as cobranças a que tinha direito.
O Brasil recuperava a coroa depois de 24 longos anos, cinco edições seguidas sem vencer, e conquistava assim o inédito quarto título da Copa do Mundo, fato só igualado no Mundial de 2006 pela própria Itália, e no Mundial de 2014 pela Alemanha, quando o Brasil já ostentava o título de pentacampeão – conquista obtida em 2002, na Copa do Mundo organizada em conjunto por Japão e Coréia do Sul, a primeira realizada em território asiático.
O maior destaque da Copa dos EUA foi o “baixinho” Romário, que com seus cinco gols, e com uma assistência inesquecível – aquela em que deixou Bebeto na cara do goleiro americano Tony Meola -, acabou confirmando a sua espetacular fase vivida então no arcelonBa, fazendo por merecer a escolha da FIFA, que o elegeu o melhor jogador da Copa de 1994.
Ainda no campo de jogo, aproveitando os festejos pela conquista histórica, a equipe decidiu homenagear o piloto brasileiro de Fórmula 1, Ayrton Senna, que morrera cerca de dois meses antes em um terrível acidente ocorrido no GP de Ímola, em San Marino. A homenagem veio estampada no cartaz que dizia: “Senna, Aceleramos Juntos. O Tetra é Nosso”. Na finalíssima, o Brasil entrou em campo com a seguinte formação: Taffarel; Jorginho, Aldair, Márcio Santos e Branco; Dunga (C), Mauro Silva, Mazinho e Zinho; Bebeto e Romário.
Logo na primeira etapa, Cafu substituiu Jorginho; e antes do início da segunda etapa da prorrogação, Viola ocupou a vaga de Zinho. Ao longo da competição, ficou popularizada uma frase dita por Galvão Bueno, principal locutor da Rede Globo de Televisão, direcionava ao goleiro brasileiro: “Vai que é sua, Taffarel!“
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