Política
Bolsonaro rebate Moro e nega que busca se proteger de investigações da Polícia Federal
Ele fez um pronunciamento para rebater as acusações de Moro, feita pela manhã, quando o ex-ministro pediu a sua exoneração
O presidente da República, Jair Bolsonaro, disse que ele tem autonomia para demitir o diretor-geral da Polícia Federal e que nunca pediu para ser blindado ou protegido de qualquer investigação. “Ministros tem autonomia e não soberania”, disse o presidente.
Bolsonaro fez a declaração para rebater as acusações feitas na manhã dessa sexta-feira, dia 24 de abril, pelo ex-ministro Sérgio Moro, ao anunciar a sua demissão do governo. O presidente fez um relato onde afirma que o ex-ministro cuida mais de sua biografia e mente ao afirmar que ele quer interferir na Polícia Federal para se proteger de acusações contra seus filhos. Mas, admitiu que pediu relatórios da Polícia Federal e da Abin (Agência Brasileira der Inteligência).
Afirmou que o ex-ministro Sérgio Moro disse que não teria problema a em demitir Maurício Valeixo, ex-diretor geral da Polícia Federal depois de novembro, após sua indicação para ocupar um cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal. Moro negou que tenha feito essa exigência, na manhã de segunda. Em novembro abre uma vaga para ministro do Supremo Tribuna Federal com a aposentadoria de Celso Mello, que completa 75 anos.
O presidente disse que buscou trocar o diretor da Polícia Federal no Rio de Janeiro porque ele não fez qualquer investigação para desvendar as informações de que ele teria autorizado o acusado de matar a vereadora Mariele Franco, no Rio de Janeiro, a entrar em seu condomínio, na Barra da Tijuca.
Bolsonaro disse também que ele disse que realmente desejava ter uma relação mais próxima com a direção da Polícia Federal e que manteve relação com a direção da Abin (Agência Nacional de Inteligência). Mas admitiu que a Polícia Federal é um órgão de Estado e não do governo. Mas, ele acabou ficando na defensiva, citou o caso Queiróz, que faz economia como presidente e que não usa o cartão corporativo. Admitiu que emprestou dinheiro para Queiróz e recebeu em cheque, mas que nunca depositou. Queiróz é acusado de ser responsável pelo esquema de rachadinha no gabinete do ex-deputado, hoje senador, Flávio Bolsonaro, na Assembleia do Rio.
E falou que sua maior diferença com Moro foi porque ele não deu atenção à investigação contra Adélio dos Santos, que o esfaqueou durante a campanha presidencial em Juiz de Fora. Ele disse que Adélio pertence a um esquema para assassiná-lo.
Inquérito
O Procurador Geral de Justiça, Augusto Aras, pediu uma investigação junto ao Supremo Tribunal Federal. Ele pede que as acusações de Moro sejam investigadas. Aras quer saber quem está mentindo. Ele diz na representação que as palavras de Moro são graves e que se forem verdadeiras, há crimes. Um deles, por exemplo, de falsidade ideológica. O presidente teria usado o nome de Sérgio Moro, sem pedir, para demitir Valeixo no Diário Oficial da União. A representação de Aras pede que quem estiver mentindo seja processado. Pode ser o presidente da República ou o ex-ministro.
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