Política
Câmara tem dez partidos e entre dez a doze vereadores que podem apoiar Edinho em Outubro
Entenda do atual xadrez político da cidade
Um grupamento formado por quatro partidos somam dez vereadores que apoiam a tentativa de reeleição do atual prefeito Edinho Araújo, MDB, na eleição deste ano. O MDB, com 4, o Patriotas, com 3, o PSD, com 2 e o PP, de Paulo Pauléra, com 1. A Câmara tinha a representação de doze partidos e agora são dez. Perdem representatividade o PT, PSB, PTB e o PMB (Partido da Mulher Brasileira). O PSOL passa a ser representado.
Marco Rillo, agora no PSOL, vai apoiar a candidatura do ex-deputado estadual João Paulo Rillo, do mesmo partido. Permanece no DEM Francisco Júnior na expectativa da candidatura a prefeito do ex-deputado Orlando Bolçone. Renato Pupo deixou o PSB e é o pré-candidato a prefeito pelo PSDB.
Gerson Furquim foi para o Podemos, que tem como pré-candidato a prefeito Kawell Lott. Kawel disse ontem que sua chapa, “elege dois”. Karina Caroline, do PR, apoia a pré-candidata Coronel Helena. O presidente do PR, Diego Polachini, diz que a Coronel “é renovação e mudança com responsabilidade”.
A incógnita é o PL. Com dois vereadores, Fábio Marcondes e Anderson Branco, pode apoiar uma candidatura do DEM ou se manter fiel, como fez nos últimos três anos, ao prefeito Edinho Araújo. Se essa for a opção, Edinho contará com o apoio de 12 dos atuais 17 vereadores.
Informações em off de pessoas próximas ao DEM municipal sugerem que a relação de Fábio Marcondes com o partido azedou nos últimos dias. Mas ele mantém uma admiração e proximidade com o vice-governador Rodrigo Garcia, presidente estadual da legenda.
O último
Gerson Furquim foi o último a mexer na pedra do xadrez político da cidade. Ele se desfilou do PP, de onde foi convidado a sair, e ficou uma semana para anunciar o novo endereço. Até sexta-feira, 3 de março, ele tinha três possibilidades: PTB, Cidadania e Podemos. Optou no último minuto (prazo legal) pelo Podemos, dirigido por Kawell Lott.
Originário do PP, de Paulo Pauléra, Furquim foi obrigado a deixar a legenda. Pauléra filiou um grupo forte, que já recebeu muitos votos em eleições anteriores, liderado por Mateus Barbosa, que exigiu a cabeça de Furquim. Pauléra cedeu à imposição e comunicou Furquim. Ele entregou a carta de desfiliação há uma semana.
O juiz eleitoral Evandro Pelarim disse que hoje não pode mais haver filiações. “Apenas o registro da chapa pelos partidos”.
A nova composição partidária na Câmara ficou assim: MDB, quatro vereadores, Jean Charles, Jean Dornelas, Luiz Antônio Peixão e Cláudia de Giuli. O PSD com Jorge Menezes e Márcia Caldas. O Patriotas tem Pedro Roberto, Zé da Academia e José Carlos Marinho. Marco Rillo no PSOL, Gerson Furquim no Podemos e Renato Pupo no PSDB. Além de Paulo Pauléra, PP, Karina Caroline, PR, Francisco Júnior, DEM e Anderson Branco e Fábio Marcondes, PL.
Do lado de fora
Perdem vereadores e deixam de ter representação na Câmara o PTB, o PT, o PPS, o PMB e o PSB, presidido aqui pelo ex-prefeito Valdomiro Lopes da Silva. Jean Dornelas saiu do PSL há mais de dois meses e estava sem partido.
Os factoides
Esse período que antecedeu ao fim das transferências partidárias teve muitos factoides. Muita gente blefando para tentar entrar na briga. A mais vistosa foi protagonizada pelo atual deputado federal Fausto Pinato, PP, de Fernandópolis. Anunciou mais de uma vez a transferência de seu domicilio eleitoral para Rio Preto para enfrentar o prefeito Edinho Araújo. Esperava o apoio do presidente Bolsonaro para a candidatura e arregimentar apoios na cidade. Bolsonaro mandou o recado que no primeiro turno não apoia ninguém. Sua última declaração disse “vou transferir o domicílio e residência para Rio Preto”. Vai assistir a banda passar. Nem escritório em Rio Preto Pìnato montou.
Próximo passo
Sem base na Câmara e sem dar sinais objetivos e sem ter se articulado com outras legendas a grande expectativa são os movimentos do ex-prefeito Valdomiro Lopes da Silva Júnior. Seu partido perdeu os dois vereadores que tinha na Câmara e uma de suas estrelas, o ex-deputado Orlando Bolçone. Os únicos sinais emitidos até agora foram na inauguração do novo terminal de Ônibus Urbano, iniciado na sua gestão, e um vídeo que circulou nas redes onde dava conselhos ao atual prefeito sobre o enfretamento da Covid 19. Ele é médico. Permanece uma incógnita. Contatado várias vezes, não retornou.
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