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CPI conclui relatório sem apontar culpado sobre falhas nos corredores de ônibus

Comissão alega falta de um ‘técnico’ que pudesse auxiliar nas investigações

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A Comissão Especial de Inquérito que investigou as obras do Plano de Mobilidade Urbana, em especial os corredores exclusivos para ônibus, entregou nesta senta-feira, dia 5, o relatório final. A comissão que é formada pelos vereadores Jean Dornelas (PRB), como presidente, Anderson Branco (PR), relator e Celso Peixão (PSB), como membro, considerou diversas questões que dificultaram os trabalhos do grupo. Entre elas, duas licitações frustradas para a contratação de assistente técnico e os vários aditivos inseridos no contrato de obras durante as investigações.
O vereador Jean Dornelas (PRB) propõe a instauração de uma nova comissão investigativa somente após a conclusão das obras. “Esta Comissão resolve encerrar os trabalhos por hora, sem parecer conclusivo à respeito da existência ou não de irregularidades. Iremos aguardar o desfecho final das obras, com todos os aditivos para a partir daí retomar as investigações com a devida assessoria técnica bem como sob todos os fatos consubstanciados”, explica Dornelas.
A Gazeta de Rio Preto vem mostrando em várias reportagens os aditivos que estão sendo concedidos à empresa Constroeste para finalizar os nove corredores de ônibus.
No fim do mês passado o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo solicitou oficialmente à Prefeitura de Rio Preto esclarecimentos sobre aditivos contratuais concedidos à Constroeste. No início de setembro, o governo Edinho Araújo (MDB) autorizou novo aditivo de R$ 1,4 milhões para a empresa. É o sétimo reajuste na obra iniciada no governo de Valdomiro Lopes (PSB), em 2016, e que pelo contrato já deveria ter sido entregue.
Iniciada ao custo de R$ 53 milhões o valor já chega a quase R$ 65 milhões, dos quais cerca de R$ 8 milhões foram para corrigir falhas encontradas durante a execução das obras.
A Prefeitura procura os responsáveis pela demora e gastos adicionais. Uma espécie de “avaliação” de técnicos da secretária de Obras quer apontar se a culpa é da empresa que elaborou o projeto, ou da empresa que o executou de forma errada, no caso a Constroeste.

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