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Bolsonaro diz que dinheiro do “Minha Casa, Minha Vida” será destinado diretamente às Prefeituras

Em Rio Preto candidato do PSL cumpriu várias atividades e foi carregado por simpatizantes no centro da cidade

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Sob gritos de “mito”, “estou aqui de graça” e “futuro presidente”, o candidato Jair Bolsonaro (PSL) foi recepcionado por volta das 10h30 desta sexta-feira, dia 24, na avenida Juscelino Kubitschek, para a primeira de uma série de atividades de campanha em Rio Preto.
Cerca de 300 pessoas estavam presentes no local onde o  presidenciável fez espécie de comício em cima de um caminhão. Empunhando bandeiras do Brasil, simpatizantes gritavam palavras de ordem. No pequeno trajeto, do veículo que o trouxe até o caminhão, centenas de pessoas o registravam com celulares e queriam tirar a tradicional “selfie”.
Já em cima do caminhão, Bolsonaro disse que seria o único candidato capaz de reverter o desgoverno, que segundo ele, o PT fez no país. Afirmando que iria acabar com o avanço do comunismo e permitir que qualquer pessoa possa portar uma arma, o candidato do PSL foi aplaudido em vários momentos. Sobre a ideologia de gênero, Bolsonaro afirmou que iria rever o conteúdo pedagógico que a esquerda implantou na educação do país. “Nós vamos acabar com essa palhaçada de ideologia de gênero. Os nossos filhos são homens, ou são mulheres. O sexo não é uma conjunção social. É uma obra de Deus para sua procriação.”

Corpo a corpo

Da avenida Juscelino Kubitschek Bolsonaro seguiu em carreata até o Calçadão de Rio Preto. No centro novamente discursou, agora próximo às pessoas que o conduziram pelos braços em diversos momentos do trajeto. Em frente ao Kiberama, estabelecimento com comida árabe, o candidato voltou a dizer que era a única opção para salvar o Brasil. “Estou aqui para cumprir uma missão. Nós não temos dinheiro e nem estrutura, mas temos vocês. Acredito que juntos podemos mudar essa realidade”, falou sob gritos e aplausos.

Coletiva

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Jair Bolsonaro que lidera todas as pesquisas de intenção de votos quando o ex-presidente Lula (PT) não é incluído, concedeu entrevista coletiva às 16h, no Hotel Saint Paul. À imprensa disse que quer ser eleito para impedir que o Brasil se transforme em uma Venezuela. Sobre a situação dramática de venezuelanos refugiados no estado de Roraima, Bolsonaro afirmou que o governo de Michel Temer vira as costas para a questão. “Não podemos deixar o governo de Roraima resolver sozinho. Não acho que deva haver violência, mas o atual governo vira as costas. Poderia se criar áreas de refugiados”.
Bolsonaro criticou o senador e Ministro das Relações Exteriores, o riopretense Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), autor de Lei que regulamenta a entrada e saída de estrangeiros no país. “Aloysio, uma vergonha que o motorista do Mariguella aprovou uma lei de imigração onde o Brasil se tornou um país sem fronteiras. Qualquer um que vem aqui, de acordo com a lei do Aloysio, tem mais direitos que os brasileiros. Não pode um país ter fronteiras abertas”, disse.
A demarcação de terras indígenas também foi abordado por Bolsonaro durante coletiva. O presidenciável disse que não vê com bons olhos a quantidade de área demarcada no país. “14% do Brasil demarcado para área indígena. Isso é mais que o Sudeste. Muita terra para pouco índio. Calcula-se que tem 900 mil índios no Brasil”.

Pesquisas eleitorais

O candidato do PSL voltou a criticar a realização de pesquisas eleitorais de intenção de votos. Mesmo aparecendo em primeiro lugar quando Lula não é incluído, o presidenciável afirma não acreditar que elas sejam reais. “Não acredito em pesquisa. Pra mim é essa que está na rua. Duvido que qualquer outro candidato tenha uma recepção como esta que estou tendo”.

Debates eleitorais

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Bolsonaro adiantou em Rio Preto, pela primeira vez, que deve comparecer apenas aos debates televisivos já agendados anteriormente. Ele afirma que novos convites deverão ser recusados para que o foco seja a campanha pelas cidades do país. “Se for a todos os debates eu não consigo realizar esse trabalho que estou fazendo”, explicou.

PSDB e PT

Bolsonaro fez duras críticas ao PSDB e PT a quem chamou de “irmãos”. Sobre o PSDB disse que o partido deve boas votações por que o eleitor faz oposição ao PT. “Eu já votei no PSDB por ser oposição ao PT. Quando FHC diz que vai se unir ao PT para derrotar o Bolsonaro, caiu as máscaras, são iguais”.
Sobre o programa Minha Casa, Minha Vida dos governos Lula e Dilma, Bolsonaro disse que vai repassar o dinheiro diretamente de governo federal para as prefeituras. “Vamos eliminar o Ministério das Cidades e mandar o dinheiro para as prefeituras, com uma certa regulamentação. O prefeito aplica no que achar melhor.”
O Bolsa-Família, outro programa de destaque dos governo petistas, Bolsonaro afirmou que irá fazer uma auditoria. “Vou atacar na fraude. Milhares de pessoas não teriam direito. Vamos economizar pagando mais para quem realmente precisa”.

Governabilidade

Em um partido pequeno e sem coligações, Bolsonaro acredita que vai obter maioria no Congresso caso eleito. Disse que mantém conversas com deputados e todos estariam dispostos a contribuir em seu futuro governo. “Conversamos com 120 deputados e eles querem fazer parte do governo. Nas votações tratamos diretamente com eles, evitando a liderança partidária que hoje funciona como um sindicato. Ele aprova o projeto e diz ‘eu quero diretorias, estatais’ aí vem a corrupção e ineficiência do Estado”, diz.

Privatizações

O candidato pretende privatizar e eliminar estatais. Segundo ele isso impede que o Brasil possa ser “comprado” no futuro. “São 147 estatais no Brasil, 1/3 criado no governo do PT, você precisa extinguir ou privatizar 1/3. Dos 2/3 restantes pelo menos 1/3 você pode partir para a privatização. Hoje a China não está comprando do Brasil, ela está comprando o Brasil”.

“Meu nome é Bolsonaro”

Quase no fim da entrevista coletiva, Bolsonaro foi irônico ao responder como utilizaria os 15 segundos que tem direito na propaganda eleitoral de rádio e TV que começa no próximo dia 31 de agosto. “Vou dizer: em nome da família, meu nome é Jair Messias Bolsonaro, presidente 17. Um beijo para as mulheres e um abraço para os homens. Sobra tempo ainda”.
Á noite Bolsonaro participa de um jantar em bufett da cidade com a presença de 300 empresários. Amanhã, dia 25, vai para a cidade de Barretos onde participa da Festa do Peão.

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