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Audiência na Câmara vai discutir regulamentação do Uber

Taxistas e mototaxistas realizaram manifestação na Câmara para exigir fiscalização de lei que proíbe uso de aplicativo

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Uma manifestação com pelo menos 150 taxistas e mototaxistas exigiu, na tarde desta terça-feira, 28, o cumprimento da lei municipal que proíbe a oferta de transporte particular por meio do aplicativo para celular Uber. A norma, de autoria do vereador Paulo Pauléra (PP), prevê multa de R$ 2,7 mil para o motorista que for flagrado oferecendo o serviço.

Após negociação entre os manifestantes e os vereadores Pauléra e Renato Pupo (PSD) – defensor declarado da regulamentação do aplicativo – ficou definido que uma audiência pública será realizada na Câmara, no próximo sábado, às 9h, para debater o assunto. Foram convidados representantes dos taxistas e mototaxistas, do Uber, da Secretaria de Trânsito, da Câmara e do Ministério Público.

Uber em Rio Preto

A multinacional responsável pelo sistema começou a operar em Rio Preto no dia 1º de fevereiro e a Gazeta apurou que já são pelo menos 100 motoristas cadastrados. No entendimento dos taxistas, esses profissionais estão trabalhando clandestinamente no transporte de passageiros.

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De lá para cá, foram registrados pelo menos 10 boletins de ocorrência por conta de incidentes como troca de ofensas e ameaças envolvendo taxistas, mototaxistas e motoristas do aplicativo. Um inquérito policial foi aberto para apurar esses casos.

O promotor Sérgio Clementino já abriu inquérito e promete enviar à Procuradoria Geral de Justiça de São Paulo uma Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade) questionando a lei municipal que proíbe o aplicativo na cidade.

Troca de acusações

Durante a manifestação realizada em frente à Câmara nesta terça, taxistas alegaram que os motoristas do Uber “debocham” dos taxistas e fazem “gracinhas” ao passar na frente dos pontos de taxi.

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“A gente paga um monte de taxa e imposto e é obrigado ver esses caras passarem pela gente dando risada, zombando da gente. Isso é um absurdo. A fiscalização não pode prevaricar. Ela tem de fazer o trabalho dela”, disse um dos manifestantes.

Já um motorista de Uber ouvido pela Gazeta relatou ter sido xingado por um taxista em frente a um ponto próximo ao Rio Preto Shopping. “Peguei duas passageiros e fiz questão de ficar longe deles (taxistas) para não parecer provocação. Dei sinal de luz para elas virem até mim. Notei que um deles tirava fotos do meu carro. Foi quando usei meu celular para gravar o taxista fazendo um sinal com o dedo do meio e me xingando”, afirma o motorista.

Segundo ele, um grupo de whatsapp foi criado pelos taxistas para compartilhar fotos de motoristas do aplicativo.

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