Cidades
Mãe admite ter derrubado criança e passa ser a principal suspeita na morte de bebê
A jovem prestou depoimento à delegada Dálice Aparecida Céron, na última sexta-feira (dia 10) na cadeia feminina de Nhandeara, onde ela permanece detida temporariamente. Ela teria mudado sua versão alegando que derrubou a criança no dia de sua morte
A mãe da pequena bebê Emanuella, A.S.S., 19 anos, mudou sua versão e afirmou ter derrubado a criança horas antes de sua morte, no dia 3 fevereiro. A jovem prestou depoimento à delegada Dálice Aparecida Céron, na última sexta-feira (dia 10) na cadeia feminina de Nhandeara, onde ela permanece detida temporariamente. O primo do pai da criança, que também estava detido temporariamente, será liberado nos próximos dias. O pedido de prisão temporária dele foi revogado.
Em sua primeira versão, a jovem afirmava que os ferimentos da criança seriam decorrentes de uma queda semanas antes dos fatos, porém ,mesmo mudando seu depoimento ela ainda nega que tenha a agredido a bebê.
“Em tese ela confirmou a violência física dizendo, porém, que a criança caiu dos seus braços. Mas as lesões que sofridas pelo bebê não condiz com este relato, é totalmente incoerente, pois são lesões graves. O fato dela dizer que a criança caiu dos seus braços, ela está admitindo estar só com esta criança na hora dos fatos” afirma à delegada.
Questionado sobre a suspeita de violência sexual contra a criança, a delegada também diz que a mãe teria praticado tais agressões. “Ela afirma ser um ato praticado por dela. A mã diz que estava transtornada em razão do comportamento da nenê. Ela não tinha vínculo com as crianças, e nem as crianças com ela, por que cada uma vem de um lar. Então a pequena provocava muito a outra, investia na outra criança. Diante desta irritação a mãe praticou a violência sexual um dia antes da morte” explica Dálice.
Nos laudos periciais apontar que a criança sofreu traumatismo craniano, afundamento da caixa torácica, lesões no fígado e violência sexual. O próximo passado da investigação é marcar uma data para reconstituição junto ao Instituto de Criminalista (IC) para apurar mais detalhes.
“Agora que ela contou esta nova história, acredito que estamos nos aproximando da verdade. Na reconstituição ela vai ter que traçar todos os passos e apontar como foi à queda para confrontarmos com as lesões” conta.
Pedido de prisão revogada
Ainda na tarde de sexta-feira (10) a delegada da Delegacia de Defesa da Mulher pediu a revogação da prisão temporária. O pedido da prisão do primo foi uma medida cautelar, porque havia risco de ele fugir da cidade. O próximo passado da investigação é marcar uma reconstituição junto ao Instituto de Criminalista (IC) para apurar mais detalhes.
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