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Assessoria de Marcondes nega renúncia à presidência da Comissão de Justiça e Redação

Saída teria sido negociada com integrante do Movimento Cidadania Brasil, que promete manifestação caso compromisso não seja cumprido

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A assessoria de gabinete do vereador e ex-presidente da Câmara Fábio Marcondes (PR) negou, na tarde desta quinta-feira, 9, que ele tenha decidido renunciar à presidência da Comissão de Redação e Justiça da Câmara. A informação desmente o que foi divulgado nesta quarta-feira, 8, pela liderança do Movimento Cidadania Brasil (MCB) de que o parlamentar teria apresentado ao grupo uma proposta de renúncia.

A suposta decisão de renunciar ao posto teria sido provocada pela convocação de uma manifestação que ocorreria em frente ao prédio da Câmara de Rio Preto, na tarde de quarta. Os manifestantes questionam a moralidade no fato de Marcondes conduzir a principal comissão permanente da Casa – que emite parecer sobre todos os projetos apresentados no Legislativo – ao mesmo tempo que é investigado e processado pelo Ministério Público Eleitoral por compra de votos e abuso do poder econômico. A proposta de renúncia teria sido o motivo para o adiamento da manifestação.

Segundo a denúncia que tramita na Justiça Eleitoral, Marcondes teria oferecido dinheiro, troféus, medalhas, carne para churrasco, materiais esportivos, cestas básicas e até cadeiras de rodas em troca de votos nas eleições de outubro. Ele foi o vereador mais votado de Rio Preto, com 8.095 votos.

De acordo com um assessor de gabinete ele “passou o dia (quinta-feira) fora, mas o gabinete recebeu normalmente as documentações referentes ao trabalho como presidente da Comissão de Redação e Justiça”. “Não há nenhum encaminhamento nesse sentido (renúncia). Isso parece coisa política, plantada para criar uma situação”, informou o assessor.

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Procurado pela Gazeta, o empresário e líder do MCB, Olavo Tarraf, ainda não se manifestou sobre o caso. Na quarta-feira, Tarraf afirmou que a manifestação foi apenas “adiada” e que pode ocorrer – caso Marcondes permaneça à frente da comissão –  tanto em frente à Câmara quanto em frente ao Fórum de Rio Preto.

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