Política
Rillo promete oposição moderada ao governo Edinho
O deputado estadual também falou sobre a possibilidade de sair do PT
O deputado estadual João Paulo Rillo (PT) declarou nesta quarta-feira, dia 11, em entrevista à rádio CBN Grandes Lagos, que seu partido fará oposição ao governo do prefeito Edinho Araújo (PMDB). Com elogios discretos a nova administração, ele adiantou, no entanto, que considera as posturas do novo prefeito melhores que as do seu antecessor, Valdomiro Lopes (PSB).
Rillo participou, na noite de terça-feira, dia 10, da primeira reunião para formação do Fórum Municipal de Cultura (Escuta), na qual o prefeito discursou e prometeu investimentos para a área. Além de deputado, Rillo é ator e diretor de teatro.
O deputado estadual destacou que “é cedo” para avaliar a atual administração, mas elogiou o comportamento do chefe do Executivo nos primeiros dias de governo. ” Considero positivo esse começo. Não tinha nem diálogo nos últimos oito anos [governo anterior]. Ele [Edinho] se expõe mais, fala mais com a imprensa. Ele antecipa conflitos. Vamos ter que esperar para fazer a avaliação. Esse tom dado de escutar é muito importante e tem de ser destacado”, disse Rillo.
Outro sinal de proximidade entre o PT local e Edinho foi a eleição de Jean Charles (PMDB) para presidente da Câmara de Rio Preto. O vereador Marco Rillo (PT) – pai de João Paulo Rillo – declarou voto em Charles, que foi o candidato do prefeito, após reunir-se com Edinho e outros oito vereadores. Após essa reunião, Paulo Pauléra (PP) desistiu de candidatar-se ao comando do Legislativo.
A relação de amor e ódio de Edinho com o PT é antiga. Ele foi apoiado pelo então presidente Lula em sua primeira eleição para prefeito de Rio Preto, em 2000, mesmo o PT local tendo indicado candidatura pórpia. Em 2012, o peemedebista apoiou João Paulo Rillo na campanha a prefeito de Rio Preto, em eleição vencida por Valdomiro Lopes (PSB). Três anos mais tarde, Edinho tornou-se ministro da Secretaria dos Portos no governo da ex-presidente Dilma, por indicação do agora presidente da República, Michel Temer, mas deixou o cargo e retomou vaga na Câmara Federal, onde votou, no ano passado, a favor do impeachment da petista.
Saída do PT
Rillo admitiu também, durante a entrevista, que pode deixar o Partido dos Trabalhadores. Ele disse que a sua permanência está atualmente condicionada a renovação da Executiva Nacional do Partido, o que pode ocorrer em congresso nacional da legenda que será realizado em abril.
O deputado compõem um grupo que pede a saída da chapa “Construindo um novo Brasil”, que comanda o partido desde o governo Lula. “Eu defendo mudanças radicais no partido”, afirmou.
Ele não soube dizer, porém, para qual partido pode se transferir, nem se há a possibilidade da criação de uma nova legenda. “Eu não vou sair sozinho. Política se faz em conjunto. Se sair, sairei com um grupo”.
Segundo ele, não existe atualmente no país um partido alternativo ao PT para defender os interesses dos trabalhadores. “É necessário que exista algum partido para fazer o contraponto, senão os trabalhadores vão perder direitos conquistados, como já está ocorrendo agora”.
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