Cidades
Consultor do Sírio Libanês vai dar suporte ao Ielar
Francisco Guetti vai coordenar unificado para tentar sanar as dívidas do Instituto Espírita Nosso Lar (Ielar) de Rio Preto, que tem como principal ação social a manutenção o hospital Ielar, que atende pacientes gratuitamente pelo sistema SUS
Francisco Guetti, consultor administrativo do hospital Sírio Libanês, vai coordenar um plano unificado para tentar sanar as dívidas do instituto Espírita Nosso Lar (Ielar) de Rio Preto que tem como principal ação social a manutenção o hospital Ielar, que atende pacientes gratuitamente pelo sistema SUS. O instituto também conta como uma rede de creches que atende 5 mil crianças.
Além do Sírio Libanês, Guetti também trabalhou por sete anos no Graac (Grupo de Apoio às Crianças com Câncer) de São Paulo e foi um dos responsáveis pelo equilíbrio das contas da instituição. Segundo ele, a alternativa para o Ielar é um planejamento em longo prazo com o foco na solidificação da credibilidade do instituto por meio de prestação de contas aos colaboradores e doadores.
“A instituição já tem muita credibilidade, mas é preciso investir na ideia de que o doador também quer ter certeza de que o dinheiro está sendo bem investido. O doador também se sente um investidor. É preciso trabalhar a filantropia como um negócio, não do ponto de vista do lucro, mas do ponto de vista da gestão. Prestação de contas é a palavra-chave”, disse o consultor ao Gazeta.
Rombo
Para cobrir as dívidas acumuladas e evitar a execução de penhoras de imóveis em favor da União, o Ielar precisa atualmente de R$ 12 milhões.
Uma proposta que tramita na Câmara de Rio Preto prevê o remanejamento de verbas de diferentes secretarias para que possa ser reservado o montante para o Ielar, que presta atendimento gratuito à população.
A emenda, que deve ser discutida pelos veradores nas próximas sessões, incide sobre o Orçamento 2017, que será executado pelo prefeito eleito Edinho Araújo. Mesmo que seja aprovado na Câmara e sancionada pelo atual prefeito, Valdomiro Lopes (PSB), o remanejamento pode ser alterado por Edinho por meio de novas emendas que também terão de passar pelo Legislativo.
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