Cidades
Piracema começa na terça-feira (dia 1º) no estado de São Paulo
Até dia 28 de fevereiro do ano que vem, a pesca tem restrições para que peixes nativos possam se reproduzir
A piracema, época em que os peixes se reproduzem, tem início em todo o Estado de São Paulo na próxima terça-feira (dia 1º) e vai até o dia 28 de fevereiro do ano que vem. Neste período, os peixes costumam formar cardumes migrando para as cabeceiras dos rios para a reprodução. Por isso, a pesca se torna limitada.
Durante esta época, várias espécies têm de enfrentar fortes corredeiras quando estão nadando “rio acima”. Isto faz com que muitos peixes fiquem exaustos tornando-os vulneráveis. Devido a este fator, a Polícia Ambiental intensifica as fiscalizações nos rios que cruzam a região antes mesmo do período da piracema, para que não ocorra à captura de grande quantidade desses peixes, o que poderia ocasionar até mesmo uma diminuição da população de determinadas espécies, como explica o Capitão Cassius José de Oliveira, da Polícia Ambiental. “Neste período do ano ocorre o aumento da temperatura e as chuvas de verão. Isso faz com que os níveis dos rios subam e os peixes percebam que é a época de procriação e iniciam a migração. Muitos pescadores são atraídos pela grande quantidade de espécies e alguns tentam pescar tudo o que não poderão na piracema. Por isso, 15 antes da data estipulada para início do período, intensificamos as fiscalizações”, ressalta.
Além de operações, a Polícia Ambiental soltará cerca de 80 mil alevinos de espécies nativas e desenvolverá ações educativas. “Realizamos uma série de trabalhos voltados aos pescadores, repassando informações inerentes à piracema. Nas escolas das redes municipais faremos ações educativas para as crianças. Neste ano, iremos trabalhar também com crianças deficientes em um projeto de inclusão social”, afirma Cassius.
Multas e apreensões
Durante a piracema, o uso de tarrafas e redes de pescas são proibidos por lei, assim como a pesca de peixes nativos. Pescadores flagrados cometendo irregularidades serão punidos com multas e até processos judiciais. “As multas de pescas partem hoje de R$ 1 mil e vai sendo majorada em valor da quantidade de pescado. O infrator poderá ainda responder judicialmente por crime ambiental”, afirma. Já a pesca de lazer poderá acontecer em reservatórios, onde é permitida a pesca embarcada e de espécies que não são nativas, como tilápia, tucunaré e corvinas. “Importante ressaltar que existe o limite de captura que é de 10 quilos de peixes não nativos. E importante respeitar as áreas de restrições, que são próximas as usinas de hidroelétricas, corredeiras, desembocaduras de rios e fluentes”, disse.
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