Cidades
Bancários seguem em greve e negociam nesta sexta-feira (dia 9)
Reunião para novas negociações será em São Paulo, a partir das 11h, entre a categoria e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban)
Uma nova rodada de negociação com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), nesta sexta-feira (dia 9), em São Paulo, a partir das 11h, pode colocar de vez um ponto final na greve dos bancários. A paralisação, que começou há três dias, continua nesta sexta-feira (dia 9) em todo o país. Em Rio Preto não é diferente. Basta uma volta pelos bairros e, principalmente, área central para encontrar várias agências bancárias com funcionários que aderiram à greve. Em todos esses bancos, há cartazes afixados informando sobre a mobilização paralisação que será, segundo a categoria, por tempo indeterminado.
Os caixas eletrônicos funcionam normalmente para agendamento e pagamento de contas – desde que não vencidas –, saques, depósitos, emissão de folhas de cheques, transferências e saques de benefícios sociais. Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), nos correspondentes bancários, como exemplo Correios, casas lotéricas e supermercados, é possível também pagar contas e faturas de concessionárias de serviços públicos, sacar dinheiro e benefícios, além de fazer depósitos, entre outros serviços. O serviço de compensação bancária é considerado atividade essencial pela legislação brasileira e não pode sofrer qualquer paralisação. Portanto, cheques e DOCs devem ter a compensação nos prazos normais.
A professora aposentada Mara Lúcia Querubine, de 64 anos, afirma que faz há um bom tempo os pagamentos, depósitos e saques por meio de caixas eletrônicos, mas se preocupa com as pessoas que têm dificuldades em realizar essas operações nas máquinas. “Com a greve, não tem ninguém para auxiliar essas pessoas, que são geralmente de mais idade. Então, este tipo de paralisação acaba sim prejudicando diretamente a população”, afirma ela.
Novas negociações
Em São Paulo, a reunião nesta sexta-feira (dia 9), será entre a categoria e a Fenaban para novas negociações. Entre as principais reivindicações da categoria estão reajuste salarial de 14,78%, sendo 5% de aumento real, com inflação de 9,31%; participação nos lucros e resultados de três salários mais R$ 8.297,61; piso salarial de R$ 3.940,24; vales-alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá no valor do salário-mínimo nacional (R$ 880); 14º salário; fim das metas abusivas e assédio moral; fim das demissões, ampliação das contratações, combate às terceirizações e à precarização das condições de trabalho; mais segurança nas agências bancárias e auxílio-educação. Até agora, a proposta dos bancos foi de 6,5% de reajuste com R$ 3 mil de abono para os trabalhadores.
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