Política
Hospital de Mirassol deve começar a operar em 2024
Eleuses Paiva informou ainda que Estado pretende atualizar tabela SUS
O Secretário Estadual de Saúde, Eleuses Paiva, afirmou que o hospital de Mirassol deverá ser inaugurado até o fim do segundo semestre deste ano e estará em funcionamento no início de 2024. O médico participou de um encontro, realizado na manhã desta terça-feira (11), na Faculdade de Medicina de Rio Preto (Famerp), e também falou sobre o programa de regionalização da saúde.
O evento reuniu prefeitos, vereadores e representantes de 103 municípios que compõem a Diretoria Regional de Saúde (DRS-15), para uma reunião preparatória das Oficinas Macrorregionais de Regionalização, na Capital do Estado. De acordo com o secretário, o Projeto de Regionalização da Saúde da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo busca reorganizar as unidades e investimentos de acordo com as necessidades e demandas de cada região.
Segundo Eleuses Paiva, uma das formas de agilizar os atendimentos na área de saúde é abrindo leitos em hospitais de excelência. “Estamos prevendo a abertura de 150 a 180 leitos no Hospital de Mirassol, já no início do ano que vem. A obra deve ficar pronta até o fim do segundo semestre agora e, com isso, vamos trabalhar para desafogar o Hospital de Base de Rio Preto”, disse o secretário.
Para o médico, a proposta de regionalização da saúde vai aumentar a oferta de leitos e trazer um aumento de repasses aos hospitais filantrópicos e santas casas. “Hoje são cerca de 9 mil leitos que estão fechados e podem voltar a funcionar. Estamos esperando uma atualização da tabela SUS pelo Governo Federal, mas estudamos fazer um aporte nos repasses por meio do Governo do Estado. Para isso, estamos trabalhando em outras frentes, como a articulação do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) para mudar a Constituição do Estado e passar 5% do orçamento que hoje é destinado à Educação, para a Saúde”, explicou Eleuses Paiva.
Ainda de acordo com o secretário, a proposta inicial é ouvir as dificuldades dos municípios para aumentar a quantidade de leitos e reduzir a fila de espera por atendimentos. “Estamos falando em mais de 40 unidades na região que podem reativar leitos e desafogar o HB. Não acredito que nenhum município queira ficar de fora dessas conversas e negociações”, esclareceu.
“O Estado de São Paulo irá assumir a responsabilidade de remunerar de forma adequada os prestadores de serviço na área da saúde. O primeiro passo é entender os gargalhos, os compromissos com cada gestor e analisar a região como assistência de saúde. Outra mudança que iremos fazer é regionalizar o CROSS (Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde) dando mais resolutividade e agilidade nos problemas da região”, explicou Eleuses Paiva.
O consultor da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e coordenador do Projeto de Regionalização da Saúde, Renilson Rehem, disse que o objetivo do programa é a diminuição das desigualdades entre as regiões para aumentar a eficiência do gasto público, ampliar a oferta de serviços, fazer as filas andarem e reduzir a distância que as pessoas precisam percorrer para conseguir atendimento.
O prefeito Edinho Araújo (MDB) pontuou que o momento é de transformar a saúde. “Temos vários integrantes na área, como em um jogo de futebol, cada um com suas habilidades e posições bem definidas. Dentro deste contexto e trazendo para o programa que aqui estamos debatendo, temos a oportunidade de discutir e analisar as demandas regionais, como em um processo de escuta. Essa é a oportunidade que temos para combinar a organização desses serviços, aliados com o compromisso financeiro de cada município”.
Programa de Regionalização da Saúde
O Programa de Regionalização da Saúde do Estado de São Paulo conta com a parceria do Cosems-SP e o apoio da OPAS, com a qual foi assinada a Carta de Cooperação Mútua para a qualificação e fortalecimento da gestão estadual do Sistema Único de Saúde (SUS) do Estado de São Paulo. A parceria propõe buscar formas de entrosamento entre as instituições, para criar, manter e dinamizar redes permanentes entre os quadros funcionais e assegurar a cooperação entre eles.
As Oficinas Macrorregionais de Regionalização da Saúde realizadas até agora foram eventos realizados em dois dias, com painéis sobre o Projeto de Regionalização, reuniões de diagnóstico da Assistência Primária a Saúde (APS) e apresentação dos problemas assistenciais e de acesso à saúde na região. Em geral, no segundo dia do evento prosseguem os trabalhos dos grupos para apresentar propostas e relatórios sobre as questões trabalhadas no dia anterior, e ocorre, no encerramento, a reapresentação do cronograma de atividades do projeto.
As Macrorregiões que sediaram oficinas até o momento foram as de Bauru, Taubaté, Marília e Presidente Prudente. Após Rio Preto, a próxima será Araçatuba (13 e 14 de julho).
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