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Policiais Civis de Rio Preto integram ‘Operação Afrodite’, no RS

Objetivo é cumprir mandados de busca e apreensão de organização criminosa que pratica golpes pela internet

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Divulgação/Ilustrativa
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A Polícia Civil do Estado de São Paulo, por meio do Núcleo Polícia Judiciária, Distrito Policial de Rio Preto, cumpre nesta quinta-feira (20), nas primeiras horas da manhã, diversos mandados de busca e apreensão na região metropolitana de Porto Alegre (RS). Foram para capital gaúcha dois delegados, quatro investigadores e um escrivão, com duas viaturas, que se juntaram com policiais civis porto-alegrenses.

Após investigação, foram identificadas 47 pessoas residentes naquele Estado, que fazem parte de uma grande Organização Criminosa que vitimaram centenas de pessoas em todo o Brasil, inclusive no Estado de São Paulo. A operação, realizada com o apoio da Polícia Civil do Estado do Rio Grande do Sul, foi batizada de ‘Afrodite’, que faz alusão à deusa do amor.

O crime é praticado pelas redes sociais, onde os criminosos, utilizando perfil de belas mulheres, adicionam homens selecionados – preferencialmente com notório poder aquisitivo ou comprometidos – passando a trocas mensagens e ganhando a confiança das vítimas.

Após isso, quando as conversas começam a ganhar novos contornos, entra então em contato um “suposto Delegado” informando à vítima que esta precisaria pagar uma certa quantia em dinheiro, a fim de pagar a fiança, pois a “mulher” que este se relacionava, teria menos de 14 anos e, após seus pais tomarem conhecimento das mensagens trocadas, foram até a Delegacia e denunciaram o crime.

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Assim, a vítima não vê outra alternativa senão transferir os valores, a fim de se ver livre das supostas investigações, que não passam de falsas acusações. Segundo a Autoridade Policial responsável pelas investigações, as condutas são tipificadas nos crimes de Extorsão (artigo 158 do Código Penal) e Organização Criminosa (artigo 2, da Lei 12.850/13).

Esclarece, ainda, que os fatos não tratam-se de Estelionato, apesar de grande semelhança com o referido crime, já que é empregada uma grave ameaça contra a vítima que, por conta de tal receio, acaba cedendo aos anseios dos criminosos.

Assim, por conta de cruzamento dos dados bancários que eram utilizados para receberem os valores, apurou-se que os beneficiários são todos oriundos da capital Gaúcha, ocasião em que foram identificados e representado pela Polícia Civil ao Judiciário a concessão de Mandados de Busca e Apreensão, que agora se cumprem.

O delegado acredita que provavelmente há inúmeras outras vítimas que, com receio de se exporem, não registraram o boletim de ocorrência, já que isso poderia chegar ao conhecimento dos respectivos maridos e mulheres.

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Por fim, nota-se que o crime é bem apurado, utilizando também de distintivos e o nome da Polícia Civil como instrumento para perpetra-lo, fazendo com que, por esse temor, às vítimas não medissem esforços para “quitar a fiança”.

As quantias transferidas variavam de acordo com o suposto poder aquisitivo do alvo, que era medido através de seu próprio perfil, onde os criminosos analisavam as fotos de viagens, ostentação, lugares, carros, entre outros.

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