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MP pede R$ 75 milhões em indenização contra suspeitos de ‘pirâmide financeira’

A ação tem como objetivo ressarcir as vítimas do esquema fraudulento

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O Ministério Público de Santa Fé do Sul entrou nesta terça-feira, 16, com uma ação civil pública contra o Grupo B&G no valor de R$ 75 milhões para ressarcir as vítimas do esquema de pirâmide financeira.

A ação tem como objetivo condenar os réus já que a operação era ilegal, pois não havia autorização do Banco Central do Brasil e da Comissão de Valores Mobiliários. No documento, o promotor afirmou que “entre os valores bloqueados no processo penal (Operação Ponzi) e a estimativa de vítimas, por ora, não há valores suficientes à indenização de todos, como é comum em esquemas de pirâmide financeira”.

Com a ação, o MP propõe que sejam suspensas as ações individuais contra os envolvidos no esquema e que seja declarada a interrupção dos processos individuais até ser julgada esta ação coletiva promovida pela promotoria.

A reportagem tentou contato com a defesa do Grupo B&G e dos presos envolvidos no esquema, porém não teve retorno até o momento.

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Operação Ponzi

A Polícia Federal, com o apoio da Polícia Civil e do Ministério Público Estadual, realizou no dia 11 deste mês a Operação Ponzi, que investiga um grande esquema de pirâmide financeira, suspeito de ter movimentado mais de R$ 100 milhões nos últimos quatro anos.

Durante a operação, quatro pessoas foram presas suspeitas de envolvimento no esquema. O empresário investigado como líder da fraude e o diretor-geral do grupo investigado foram presos em São Paulo. Os outros presos são a ex-esposa do empresário e a diretora-financeira do grupo.

A Polícia Federal apurou durante as investigações que o empresário preso abriu dezenas de empresas e filiais em várias cidades do interior paulista, tendo como fachada a oferta de serviços de créditos de bancos diversos, mas na verdade, toda a estrutura era voltada para convencer poupadores a entregarem suas economias em troca de altas taxas de juros remuneratórios que chegavam até 6% ao mês, que eram pagos com recursos de novos investidores, caracterizando um esquema de “Pirâmide Financeira”. 

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Todos os quatro envolvidos já tiveram a prisão temporária prorrogada pela Justiça Estadual de Santa Fé do Sul.

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