Cidades
Justiça coloca à venda terreno do instituto As Valquírias, que pertence ao Ielar
O imóvel é um dos 15 penhorados para pagamento de ex-funcionários do hospital. Até R$ 23 milhões poderão ser arrecadados
Para realizar o pagamento de 115 ex-funcionários do Ielar, a juíza federal do Trabalho, Ana Paula Silva Campos Miskulin, determinou a venda de 15 imóveis já penhorados que pertencem ao Instituto. Entre eles, o prédio do antigo hospital, localizado no bairro Boa Vista, avaliado em R$ 13 milhões, e a atual sede do Instituto As Valquírias, no bairro Vila Mayor, que realiza um importante trabalho social voltado às famílias carentes da cidade.
A decisão foi publicada nesta quinta-feira, 11, no Diário Oficial do município.
O corretor responsável por apresentar os imóveis aos interessados será o perito Júlio César Cardoso, que atuou também na venda do estádio Teixeirão e do hospital Nossa Senhora da Paz.
Somados os valores de avaliação dos prédios, a Justiça pode receber até R$ 23 milhões pelas vendas.
A magistrada, no entanto, fixou como valor mínimo até 60% do estabelecido para cada imóvel/terreno.
O prazo da alienação e abertura das propostas vai até o dia 20 de janeiro do ano que vem.
Os imóveis com reavaliações conjuntas, que não comportem divisão, caracterizando-se em complexo, somente poderão ser vendidos como um todo, não sendo aceitas propostas individuais.
Para cada venda, o corretor recebe 5% de comissão.
Ocorrendo propostas de mesmo valor, a prioridade será para que oferecer pagamento à vista ou o menor número de parcelas. Para propostas a prazo, a condição é uma entrada de 30% do valor.
“Aos interessados em arrematar o bem imóvel, fica esclarecido que os créditos relativos a impostos e multas não serão de responsabilidade do adquirente”, esclareceu a juíza.
O edital cita que no espaço onde localiza-se o “Instituto As Valquírias” foram construídas diversas benfeitorias não averbadas, entre elas: pavilhão para brechó, cozinha industrial, dispensa, refeitório com dois banheiros, sala de dança, sala de cursos, barracão coberto para aula de circo, casa do caseiro com churrasqueira, playground, campo, dois vestiários externos, barracão área lúdica, corredor com onze salas, banheiro adaptado deficiente físico, sala para ferramentas, sala para armazenamentos de produtos de higiene e limpeza, sete salas e dois banheiros infantis, outra cozinha, dispensa, pátio, salão cabeleireiro com banheiro, quadra coberta, estacionamento descoberto, salão doutrinário, dispensa, três salas, copa, marcenaria/barracão, mais duas casas.
“A ideia é buscar parceiros e realizar campanhas de arrecadação para comprar definitivamente o terreno a fim de manter os trabalhos tão importantes que são realizados no local”, disse Danilo Ferraz, gestor do projeto Futuro para Todos, que compartilha o mesmo terreno.
O Instituto Ielar, que prestava serviços à cidade há meio século, suspendeu os atendimentos em 2017, após o corte de verbas pela Prefeitura de Rio Preto. Isso porque o município se viu impedido de realizar repasses após o Ielar ter as contas julgadas irregulares pelo Tribunal de Contas do Estado.
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