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Baep prende homem com drogas e arma; preso diz ter sido torturado

Na delegacia o indiciado, que já tem várias passagens pela polícia, disse que foi sufocado e afogado

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Um homem de 44 anos foi preso em flagrante na noite de ontem (06), por tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito em São José do Rio Preto.

Segundo informações do boletim de ocorrência, policiais do Baep faziam o patrulhamento de rotina pelo bairro Santo Antônio quando viram dois indivíduos em um carro em atitude suspeita, o que teria motivado a abordagem.

Com o motorista de 19 anos nada de ilícito foi encontrado. Com o passageiro, de 44 anos, os policiais encontraram uma arma calibre 38. Em uma sacola, no assoalho do banco do passageiro os militares encontraram 25 porções de maconha e uma de crack. Questionado, o passageiro disse que na chácara onde morava tinha mais droga. O condutor do carro disse que não sabia que o homem portava arma e drogas.

Os policiais foram até a chácara e lá encontraram mais 159 porções de crack e uma balança de precisão. Ambos foram levados para a delegacia para prestarem depoimento.

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O homem que estava com a arma disse na delegacia que estava numa festa no bairro Santo Antônio, mas não soube informar quem seria o dono da festa. Ele disse que estava encostado no carro do amigo, conversando com ele, quando duas viaturas do Baep teriam chegado e por isso muita gente saiu correndo. Ele contou também que os policiais teriam dito que se não encontrassem o dono da festa “iriam jogar tudo o que encontrassem no peito do interrogado” (sic). Disse que quando foi abordado estava apenas com o celular e R$ 60 em dinheiro. Negou que tivesse com arma e drogas e também negou que tivesse algo de ilícito no carro.

O indiciado disse também para a Polícia Civil que teria sido torturado pelos policiais e que eles teriam dito que “se não indicasse o local onde estava guardando as drogas e arma, seria sufocado e afogado” (sic). O homem falou que foi colocado um saco plástico na cabeça dele e posteriormente um pano. Em seguida, segundo o indicado, os policiais teriam jogado água. Ele falou também que nada tinha a ver com a arma, os R$ 2.447 em dinheiro e os entorpecentes que foram apresentados na delegacia. Ele disse que quando chegou à Central de Flagrantes estava passando mal devido a “sessão de tortura praticada pelos policiais militares” (sic).

Segundo ainda o documento policial, o homem já tem várias passagens pela polícia por crimes como roubo e tráfico de drogas.

O boletim de ocorrência diz ainda que foi solicitado pelos Policiais Civis aos Policiais Militares que levassem o indiciado até uma unidade de saúde, pois o mesmo estaria passando mal, o que teria sido negado pelos militares. O relato policial diz ainda que dois policiais civis levaram o homem até a Upa Tangará para ser atendido e examinado por um médico para garantir a integridade física do homem. Ele foi atendido e liberado em seguida.

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O condutor do carro, de 19 anos, foi ouvido e liberado, uma vez que com ele nada de ilícito foi encontrado.

O homem de 44 anos foi preso em flagrante e está à disposição da justiça.

 

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