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Mulher é presa após exigir R$ 20 mil para não divulgar conversas íntimas de padre

Segundo a Polícia Civil, mulher tentou extorquir o religioso após flagrar conversas íntimas do marido dela com ele; caso aconteceu em Pindorama

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Uma mulher de 26 anos foi presa em flagrante por extorquir um padre após encontrar conversas íntimas do marido dela com ele. O caso aconteceu em setembro deste ano, em Pindorama, perto de Catanduva.

Segundo informações da Polícia Civil, a vítima, de 48 anos, procurou a delegacia para denunciar a mulher porque não tinha condições de pagar R$ 20 mil exigidos por ela. De acordo com o boletim de ocorrência, o sacerdote chegou a pagar R$ 3 mil em troca do silêncio dela, em junho.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, a mulher havia pedido que o padre fizesse o pagamento do dinheiro via PIX, o que foi negado por ele, alegando que não tinha o recurso de transferência. Os dois combinaram o pagamento pessoalmente, foi quando os investigadores articularam o flagrante da ação.

A suspeita enviou um mototaxista até o local. Ele foi abordado pelos policiais e teria dito que havia sido contratado pela mulher para pegar alguns documentos com o padre. A Polícia Civil seguiu o motociclista até o trabalho da mulher, em Catanduva, onde ocorreu a prisão.

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Ela chegou a ficar presa na cadeia municipal, mas teve a liberdade provisória concedida pela Justiça. Ela vai responder pelo crime de extorsão. A pena é de quatro a 10 anos de prisão.

Em nota, a Diocese de Catanduva informou que sempre orienta seus membros a atuarem com transparência. Confira na íntegra abaixo.

“A Diocese presa pelo compromisso da evangelização e esclarece não ser parte envolvida no caso em questão, mas, desde já, se coloca a disposição para contribuir e sempre auxiliar a justiça. Informa, também, que acompanhará o desfecho no que lhe competir. Além disso, esclarece que sempre orienta os seus membros a atuarem com transparência em seus atos e comunicar as autoridades competentes de quaisquer ilícitos que forem constatados, seja no ministério da evangelização ou nos atos privativos de seus membros.”

A reportagem não encontrou a defesa da investigada para comentar o assunto.

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