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Confira os bastidores da política desta sexta-feira, dia 29 de outubro

O jornalista Rubens Celso Cri traz na coluna Giro Político as principais notícias da política

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O peixe morre pela boca

A vereadora Cláudia de Giuli, MDB, é uma suicida política. A história da rachadinha podia correr em silêncio se não fosse ela própria, em discurso feito na tribuna, na sessão do dia 5 de outubro, anunciar aos 4 ventos que sua filha também estava sendo investigada. Na mesma sessão, ela também respondeu a acusação de preconceito ao usar a expressão “neguinho”. Falou demais. Será que tem vereador que acredita que jornalista vê as sessões por diletantismo? Não passa uma vírgula, uma pausa, um ato falho.

Filha denunciada

Naquele dia, Cláudia disse literalmente, na Tribuna: “Essa vereadora foi denunciada na Casa, de rachadinha, (es) tá sendo denunciada até por causa da filha… Mas não é isso que vai me derrubar. Eu estou aqui para trabalhar. Independente de política, de ser vereadora, eu sempre fiz minha parte social e vou continuar fazendo. Queira a pessoa que está querendo me derrubar ou não. Boa tarde”. Bastou para atiçar a curiosidade de jornalistas que nem piscam durante uma sessão. Na semana seguinte, esta coluna afirmou que o caso “das rachadinhas não havia acabado, e tinha novas informações”. E ainda não acabou.

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Saber onde pisa

Para piorar, De Giuli estaria espalhando pelos 4 cantos que o flagrante (foto) publicado por esta coluna, quando ela não cumpriu o Regimento ao se vestir para a sessão, que quem tirou e enviou o “retrato”, foi o ex-assessor. Vereadora, ignorância pública tem limite. A senhora é vereadora. A primeira coisa que deve fazer é conhecer o lugar onde trabalha. A foto que esta coluna publicou foi tirada e publicada pela assessoria de imprensa da Câmara e pode ser encontrada no Flickr da Casa, nesse link: https://www.flickr.com/photos/camarariopreto/51500684421/. A senhora sabe o que é Flickr, não é mesmo? Então.

As duas sessões

Após 127 anos consecutivos a Câmara de Rio Preto realizou duas sessões ordinárias em uma única semana. A fórmula funcionou. Fica espremido, mas funcionou. Faltam adaptações que a caminhada vai corrigir. A estrela dos dois encontros foram as sete praças de pedágio de João Doria, PSDB, anunciou para as rodovias da região. O único vereador que saiu em defesa do governador, mas não dos pedágios, foi Renato Pupo, PSDB. Ele acredita que pode suprimir algumas praças na base da conversa com gente como Carlão Pignatari, PSDB, presidente da Assembleia.

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Pode isso, Aldenis?

Temos registrados que existe um rodízio de responsáveis pelos petiscos que rolam escondidinhos durante as sessões na Câmara. Mais comuns são balas e amendoins. Na última sessão, foi bolacha (ou biscoito). Branco e Peixão já foram flagrados durante o rodízio. Nas duas sessões da última terça-feira (26) a responsável teria sido Cláudia de Giuli. Para comer, mesmo em Plenário, é necessário retirar a máscara. Isso tudo feito por pessoas que fazem leis que uma população de 500 mil habitantes tem que cumprir. 

Pausa para almoço

Em áudio vazado pela TV Câmara, Peixão pede para acelerar o intervalo porque ele queria almoçar. “Tira a mão do meu almoço, pelo amor de Deus, gente! Tô com fome!”. João Paulo Rillo endossou o caldo e soltou: “Acabar rápido pra nós almoçar (sic)”.

Problema

O Conselho Municipal de Educação denunciou a Secretaria de Educação ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) por repassar sem autorização R$ 30 milhões para 28 organizações sociais que prestam serviços à pasta. Foram 38 repasses que variaram de R$ 150 mil a R$ 2,6 milhões em seis meses. O Conselho é Deliberativo e autoriza e fiscaliza a aplicação do dinheiro no setor. Suas decisões têm força de Lei e são obrigadas a serem acatadas. A secretária Fabiana Zanqueta diz que na sua gestão não foi feito nenhum contrato e que os pagamentos realizados estavam acordados desde o início da relação. Ela disse que ainda não recebeu comunicação oficial.

Thais pede para sair

O pedido de demissão do posto de Diretora da TV Câmara pela jornalista Thais Machado está mal explicado. A história que corre é que ela e parte dos funcionários estão descontentes com o excesso de trabalho que estão submetidos. O objetivo seria aumentar os salários e não diminuir o volume de horas trabalhadas. A essa história, alia-se uma outra: a compra de equipamentos para que a emissora esteja atualizada com as mudanças que a tecnologia impõe.

A última a saber

Thais teria pedido equipamentos de última geração que nem mesmo as emissoras que funcionam em rede nacional têm em Rio Preto, e enormes monitores de 52 polegadas, inclusive para a nova Suíte Master (equipamento para colocar câmeras no ar e fazer os cortes para a cena correta). Diante dos altos valores e do descontentamento da direção da Casa, começou uma peregrinação, incluindo visitas à emissoras e ao sistema de Processamento de Dados da Prefeitura. A direção ouviu de muita gente que o equipamento solicitado é para grandes redes. Ao fazer uma dessas visitas, ela descobriu que a direção da Casa já estava fazendo o mesmo, por conta própria, sem que ela fosse informada. Bastou.

Volta?

O ex-diretor da TV Câmara, jornalista Alexandre Gama, deixou o posto apenas por ter sido indicado pela administração de Fábio Marcondes, PL. O grupo vencedor da eleição e Marcondes não se misturam. A decisão foi tomada em reunião dentro do grupo. Pedro Roberto, Patriota, e o grupo que o elegeu, queriam um jornalista alinhado ao projeto deles. A escolha de Thais foi democrática feita pelos funcionários da emissora. Até resolver o problema, Pedro Roberto pediu uns dias a Thais. O novo (a) diretor (a) terá que sair dos quadros de jornalistas da Casa. Lei proíbe a indicação de um jornalista de fora. Mateus Camargo foi diretor antes de Alexandre. As opções são limitadas. Tem o próprio Alexandre, o Mateus e Vivian Lima, que ainda não assumiu cargo por indicação. Existe um lobby para a volta de Alexandre. Até quem pediu para ele sair, repensa.

Vocação

A TV Câmara é uma TV Legislativa. O objeto de sua existência são os trabalhos legislativos. Ela tem que ficar no ar ao vivo, de preferência, 100% do tempo mostrando reunião de Comissões, Audiências Públicas, Reuniões da Mesa Diretora, sessões ordinárias, extraordinárias, etc. Os exemplos são as TVs Câmara Federal e Senado. Até pouco tempo a TV Câmara Rio Preto tinha (e ainda tem alguns) programas gravados em estúdio, fáceis de fazer, e retransmitia as sessões às terças. Desde a administração do Pedro Roberto e a criação do Parlamento Regional, os trabalhos quadruplicaram. Os “ao vivo” e a “produção externa”. A equipe é a mesma e sobrecarrega.

Hora do circo

Com a realização de duas sessões às terças-feiras, os vereadores arrumaram um jeito de ir ao banheiro e não perder 1/15 avos do salário (R$ 400). Criaram um intervalo. Na primeira sessão, que teria que começar às 9h e começou às 9h12, o intervalo teve mais de 20 minutos. Para não perder dinheiro, Jorge Menezes anunciou que aluga uma garrafinha para necessidades mais urgentes por R$ 10. Embora estivesse brincando, Jorge vive o problema. Ele tem apenas um rim.

Pupo repensa

Depois do jogo pesado que o PSDB faz contra Bruno Moura, que deverá ser expulso do PSDB ou deixar o partido na janela partidária ano que vem, o vereador Renato Pupo, PSDB, começa a virar situação. Ele faz uma transição lenta e gradual. Continua se rebelando e votando alguns projetos contra o governo, mas apenas perfumaria. Pupo deve ter descoberto que, para alcançar seus objetivos políticos futuros, vai ter que rezar na cartilha tucana e ser base de apoio e ponto.

Assunto encerrado

A Câmara autorizou o Executivo a prorrogar o contrato do transporte coletivo por mais 10 anos, como estava previsto no edital da primeira licitação. A Prefeitura vai receber R$ 20 milhões em outorga. São R$ 13 milhões da Circular e R$ 7 milhões do Expresso Itamarati. Vemos o lado cruel da nossa elite nesses momentos. Motoristas foram usados pelas empresas para pressionar os vereadores. “Ou prorroga o perdemos os empregos”. Mentira. Uma ova. Concorrência ia aumentar os custos das empresas. Só isso.

Santo do pau oco

Nem em Rio Preto e nem em São Paulo eleitores e imprensa conhecem Carlão Pignatari, PSDB. Ex-prefeito de Votuporanga, foi denunciado pelo Gaeco de ser o chefe da suposta quadrilha que ficou conhecida como Máfia do Asfalto. À época, já era deputado estadual. Deputados acertariam com prefeitos as supostas obras que precisavam, liberariam as emendas, as empresas de Votuporanga venciam todas as licitações, e a rachadinha rolaria solta, segundo os MPs estadual e Federal. “Ah, mas a Justiça não viu nada de errado”. Verdade. Por isso, o Carlão virou santo. A única rodovia da região que não terá praça de pedágio é a SP-320, que liga Mirassol à Rubinéia, e passa por Votuporanga. Terra de Carlão.

Sheik árabe

Numa outra oportunidade, em apenas 8 meses de mandato, Carlão comprou combustível para dar umas duas ou três vezes a volta na circunferência da Terra, que tem mais de 41 mil quilômetros. Seu gabinete tinha dois carros. E ele teve o desplante de dizer que usou a gasolina para “trabalho junto às bases”. Se não fosse trágico, daria para rir um pouco. Essa semana ele esteve em Rio Preto como governador interino do Estado de São Paulo. E assim vamos continuar o país pária do mundo por mais 500 anos. Ou mais ou menos isso.

Sossega leão
Carlão Pignatari assumiu como governador com a missão de distribuir verbas no interior e tentar acalmar os ânimos exaltados com a história dos pedágios. É o boato que circulou durante sua meteórica passagem.

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