Política
Durante sessão, vereadores de Rio Preto se voltam contra Doria e as praças de pedágios
Odélio Chaves disse que o governador dá com uma mão e tira com a outra, numa reverência a criação da Região Metropolitana de Rio Preto
O governador João Doria (PSDB) deve ter ficado com a orelha quente na manhã desta terça-feira (26). A Câmara de Rio Preto realizou entre 9h às 13h a primeira das duas sessões ordinárias semanais obrigatórias, como determina Lei da vereadora Cláudia de Giuli, MDB, pela primeira vez em 127 anos após sua instalação em 1894. Até então, as segundas sessões convocadas numa mesma semana sempre foram extraordinárias.
Na primeira parte da sessão, o maior destaque foi para as críticas contra a proposta do governador João Doria, PSDB, após anúncio de que vai instalar sete novas praças de pedágios nas estradas que ligam Rio Preto as 36 cidades que compõem a Região Metropolitana.
Os vereadores também analisaram sete projetos de Lei, durante a Ordem do Dia. O primeiro, do Executivo, estabelece regras para o uso de veículos de tração animal no perímetro urbano. Esse projeto já tinha sido aprovado, mas foi reformulado para definir o que é período urbano e quais as penalidades a serem aplicadas. No entanto, ele está na primeira votação e volta para uma segunda votação.
Um segundo projeto importante aprovado é do vereador Bruno Moura, PSDB, que obriga as empresas que fazem contratos com a Prefeitura a ter um código de ética, conhecido como “compliance”, para evitar comportamentos que provocam prejuízo ao município quando elas abandonam os serviços. Este segue, agora, para ser sancionado e publicado pelo prefeito. Ele também pode vetar.
Um terceiro projeto importante, foi retirado da pauta a pedido pelo próprio, vereador Cabo Júlio Donizete, PSD. Ele cria um seguro para quem usa a Área Azul e tem o veículo roubado.
Orelha quente
Doria, foi chamado de “zé do pedágio” e “zé da dancinha”, pelo vereador João Paulo Rillo. Foi criticado Anderson Branco, PL, Celso Luiz Peixão, MDB, Bruno Moura, PSDB, Odélio Chaves, PP, Cabo Júlio Donizete, PSD, Jorge Menezes, PSD, e Pedro Roberto, Patriota. João Paulo disse que os pedágios são um grande esquema de arrecadação de fundos para campanhas eleitorais do partido e que quando foi deputado fez dezenas de denúncias sobre isso no Ministério Público.
Para Odélio Chaves João Doria dá com uma mão e tira com a outra. Ele se referia à criação da Região Metropolitana de Rio Preto e, como contrapartida, a criação das praças de pedágio. Para Pedro Roberto o anúncio pega as pessoas de surpresa no meio da retomada da economia. Classifica o ato como absurdo.
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