Saúde
Ao menos 1 em cada 10 rio-pretenses tem hipertensão, aponta levantamento
Doença é a principal causa de morte no Brasil
Um em cada 10 moradores adultos de Rio Preto tem hipertensão, segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde. Ao final de 2021, havia 42.750 hipertensos cadastrados nas unidades básicas de saúde do município, que representavam 11% dos 384 mil moradores adultos (+ 18 anos) da cidade, cuja população total é de 469 mil.
O número de doentes na população é ainda maior, considerando que muitos rio-pretenses são atendidos em instituições de saúde privadas realizando tratamentos particulares ou como clientes de planos de saúde.
Pode ser o dobro de rio-pretenses hipertensos, se a incidência na cidade refletir o cenário no Brasil, onde um em cada cinco indivíduos sofrem da doença, segundo a Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo – SOCESP.
A hipertensão ou pressão alta, como é popularmente conhecida, deve exigir muitos cuidados das pessoas, alerta o cardiologista Luciano Miola, diretor técnico do Instituto de Moléstias Cardiovasculares – IMC, localizado em Rio Preto e centro de referência para toda a região.
“Ela é uma doença grave, que pode comprometer o organismo e levar à morte. E o que preocupa ainda mais é que é silenciosa, ou seja, muitas vezes a pessoa é hipertensa, mas não sabe, correndo sério risco”, afirma o cardiologista.
Diagnóstico precoce
A prevenção e o diagnóstico precoce, portanto, são fundamentais e devem começar ainda quando a pessoa é jovem, antes dos 30 anos.
“É comum consideramos a hipertensão como uma doença da idade avançada. É certo que ela atinge mais adultos acima dos 40 anos, porém, recomendamos que, já a partir dos 30 anos, as pessoas realizem o checkup cardiológico periódico, ao menos uma vez por ano”, afirma Dr. Luciano Miola.
No IMC, o checkup envolve o cardiologista e equipe multidisciplinar que realizam uma série de exames diagnósticos e físicos, como o teste ergométrico de esforço, por exemplo.
Prevenção
A prevenção envolve também a adoção de hábitos saudáveis como praticar exercícios físicos regularmente, evitar excesso de sal na alimentação, combater a obesidade e ter atividade de lazer, entre outros, orienta o diretor técnico do IMC.
Prevenir, portanto, é imprescindível, já que não existem sintomas para hipertensão, no entanto, quando surgem são graves, como o infarto. Caso a pessoa sinta mal súbito no coração, como arritmia ou princípio de infarto, é fundamental que ela procure, de preferência, uma emergência cardiológica.
“É um serviço que possui equipe multiprofissional especializada para diagnosticar um quadro cardiovascular grave com o máximo de agilidade e prosseguir com o atendimento adequado para cada caso específico”, explica Dr. Luciano Miola.
Referência
Como centro de referência no Estado de São Paulo, o IMC possui emergência cardiológica 24 horas por dia, contando com unidade coronariana, estudo eletrofisiológico, hemodinâmica e um setor exclusivo para a realização de exames cardiológicos e centro cirúrgico.
A arritmia cardíaca e a dor torácica aguda são problemas comuns em hipertensos que os levam à emergência cardiológica.
“A demora no atendimento pode aumentar e muito os riscos de danos com sequelas ao coração e até a morte”, alerta o diretor do IMC.
Na emergência cardiológica, o paciente é avaliado de forma integral, o que envolve uma equipe multidisciplinar que inclui enfermeiros, técnicos de enfermagem, médicos cardiologistas e de outras especialidades, setores de laboratório e de radiologia, equipes da hemodinâmica, cirurgia cardíaca, UTI e centro cirúrgico.
Estes profissionais dispõem no IMC de infraestrutura para oferecer o atendimento completo, como posto de laboratório de análises clínicas e exames avançados de diagnóstico por imagem. O instituto está preparado para executar com o máximo de agilidade os mais diversos exames e procedimentos, tais como cateterismo, angioplastia, ultrassom intracoronariano, dentre outros. Seus equipamentos modernos ainda permitem realizar procedimentos cardíacos que evitam intervenções mais invasivas.
No Brasil
O Ministério da Saúde estima que existam no país mais de 30 milhões de hipertensos, dos quais, apenas 10% fazem o controle adequado. Além de ser considerada a doença de maior prevalência na população brasileira e é a principal causa de morte no Brasil.
A hipertensão faz com que o coração tenha que exercer um esforço maior do que o normal e acaba comprometendo o funcionamento de outros órgãos. Diversos fatores contribuem para a elevação da pressão arterial, dentre eles, obesidade, sedentarismo, estresse, herança familiar e consumo excessivo de bebidas alcoólicas.
Considera-se ideal a pressão igual ou menor 135 x 85mm Hg, mas pode variar dependendo da faixa etária. Porém, cardiologistas advertem que variações destes números são aceitos. Por exemplo, com o avanço da idade é normal que a pressão mude, sem comprometer a saúde. Porém, só um médico está habilitado a dizer se a variação é aceitável.
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