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Após apelo e repercussão de reportagem, pintor é encontrado em Rio Preto

Morador de Votuporanga recebeu orientação e ajuda de um casal, na região norte da cidade

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Imagem ilustrativa produzida com IA
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A história de angústia vivida pela família de Adriano dos Santos, de 38 anos, teve um desfecho positivo na noite desta segunda-feira (8/6). Desaparecido desde maio em Rio Preto, o morador de Votuporanga foi localizado após a divulgação do caso pela Gazeta de Rio Preto. 

Segundo a esposa, que prefere não se identificar, Adriano foi reconhecido ainda ontem, por um casal na região norte da cidade. O homem trabalha em uma oficina mecânica e contou que Adriano passou pelo local, conversou com ele e revelou estar enfrentando problemas relacionados à dependência química.

Durante a conversa, Adriano relatou que sentia vergonha de retornar para casa e procurar a família. Nos dias em que permaneceu desaparecido, outras pessoas também o ajudaram com alimentos e conselhos.

Ao perceberem que se tratava do homem procurado pela família, o casal entrou em contato com a esposa por telefone. Em seguida, deslocou-se até a região onde Adriano estava e permaneceu no local até a chegada dela, que saiu de Votuporanga para buscá-lo.

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Os voluntários chegaram a se oferecer para ajudá-lo a retornar para casa de ônibus, mas Adriano não possuía documentos pessoais nem o aparelho celular. Como já era noite, também não seria possível providenciar a impressão de novos documentos naquele momento.

Após o reencontro, a esposa levou Adriano de volta para casa. Segundo ela, ele aceitou iniciar um tratamento e será encaminhado para internação especializada.

O desaparecimento

A família de Adriano vivia dias de apreensão desde o desaparecimento do pintor, que estava em Rio Preto para trabalhar temporariamente.

De acordo com a esposa, o último contato entre os dois aconteceu na noite de 11 de maio. Na ocasião, Adriano havia combinado que a acompanharia em uma consulta médica no Hospital de Base no dia seguinte.

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Entretanto, ele não compareceu ao compromisso. A família relatou ainda que, na madrugada de 12 de maio, por volta das 0h04, Adriano esteve em frente ao hospital e pediu para que uma pessoa telefonasse para a esposa. Como ela já estava dormindo, não viu a ligação naquele momento. Apenas no dia seguinte conseguiu retornar o contato e soube que o marido havia passado pelo local à sua procura.

Depois disso, ele não foi mais visto pela família. O telefone utilizado para a última tentativa de contato permaneceu desligado desde então.

Adriano estava hospedado em uma residência localizada em frente à garagem da Itamaraty, na região central de Rio Preto, onde trabalhava temporariamente. Segundo pessoas próximas, ele não retornou ao local após o desaparecimento.

A esposa informou ainda que Adriano enfrenta dependência química e faz uso de medicamentos controlados. Apesar disso, segundo ela, ele vinha apresentando estabilidade nos meses anteriores ao desaparecimento.

O boletim de ocorrência foi registrado em 27 de maio. Durante as buscas, a Polícia Civil constatou que Adriano chegou a ser abordado em uma área conhecida pela presença de usuários de drogas na cidade. Como nada de irregular foi encontrado, ele foi liberado.

A mobilização da família envolveu contatos com hospitais, serviços de assistência social, forças de segurança e o Instituto Médico Legal (IML). A tia de Adriano, moradora de Taquaritinga e considerada por ele como uma “mãe de coração”, também acompanhava as buscas com preocupação.

Agora, a familia apoia Adriano em sua recuperação.

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