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Câmara aprova tombamento da residência de Murchid Homsi

Vereadores aprovaram por unanimidade o tombamento

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Gazeta de Rio Preto
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A Câmara Municipal aprovou por unanimidade o tombamento da casa que pertenceu ao imigrante libanês e produtor agrícola Murchid Homsi. A partir de agora, o imóvel não pode ter a arquitetura modificada ou ser substituído por outro imóvel. Embora o projeto seja do vereador Pedro Roberto Gomes (Patriota), o tombamento atende a um pedido da família Homsi.

O imóvel é um dos últimos exemplos da arquitetura da década de 1940 que se mantém intocável. Um retrato de Rio Preto no auge da cultura cafeeira e algodoeira que foram a base da economia local. Murchid Homsi foi o maior empreendedor agrícola desse período e um benemérito que deixou sua marca em inúmeras iniciativas sociais. Foi provedor da Santa Casa e fundador do Clube Sírio-Libanês.

A família Homsi fez o caminho contrário de outros herdeiros do patrimônio que é o legado de um momento importante da história da cidade. Casas art décod que reproduziam o momento da arquitetura que conservou aspectos coloniais e tinha como espelho os imóveis dos grandes produtores rurais brasileiros na Avenida Paulista e no bairro de Campos Elíseos, bairro que também abrigou a sede do governo estadual.

O tombamento assegura a preservação da história do dia-a-dia de Rio Preto no começo do século passado. No final do século 20, dezenas de residências que retratam esse período de avanço da cultura local foram derrubadas para dar lugar aos novos empreendimentos verticais, resultado da economia urbana que se instalou em substituição à atividade agrícola.

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A defesa do tombamento foi feita pela arquiteta Rosely Maysa Seno, especialista em patrimônio cultural arquitetônico. Ela fez uma exposição do momento histórico que ela foi construída e explicou o estilo arquitetônico que foi a regra no período. A família Homsi estava presente à sessão.

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